Menu
Mundo

Campo argentino diz que medidas do Governo <i>não são suficientes</i>

Arquivo Geral

04/12/2008 0h00

O setor agropecuário argentino considerou que “não são suficientes” as medidas anunciadas hoje pelo Governo, information pills que contemplam uma redução nos impostos às exportações de trigo e milho e empréstimos para o financiamento do campo.


“Estas medidas são insignificantes e não resolvem em nada os graves problemas do setor agropecuário”, order sustentou o presidente da Federação Agrária Argentina (FAA), Eduardo Buzzi, ao ser consultado pelo plano anunciado nesta quinta-feira pela presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner.


O programa lançado pelo governante inclui US$ 1,7 bilhão de pesos (US$ 497 milhões) para a pré-financiamento de exportações e capital de trabalho do campo e uma redução de cinco pontos percentuais nas retenções às exportações de trigo e milho.


Entre março e julho, estes impostos foram objeto de um duro conflito entre o Governo e o campo, que causou múltiplos protestos, desabastecimento de alimentos e problemas em vários setores da economia.


“É muito baixa a redução. O setor espera uma eliminação das retenções porque a situação é muito pior que faz um tempo. As condições estão muito deterioradas pelos preços, que se mantém congelados, e a forte seca que enfrenta o país”, acrescentaram à Agência Efe porta-vozes da Sociedade Rural Argentina (SRA).


Por sua parte, o presidente da Confederação Intercooperativa Agropecuária (Coninagro), Carlos Garetto, afirmou que “é muito boa a decisão de começar a revisar os direitos de exportação em atividades como trigo e milho, que estão operando em uma situação crítica”.


No entanto, esclareceu que “a diminuição de 5% não é suficiente para incentivar este tipo de produções”.


“É preciso levar as retenções a zero para os caseiros de chácara mais jovens, e depois ir aumentando de forma segmentada de acordo com o nível de produção comercializada. Se não, os peixes grandes continuarão comendo os pequenos”, destacou Buzzi.


Atualmente, 60% da área semeada corresponde a soja, “mas deste cultivo nem se falou”, disse o líder da FAA, que esta semana apresentou um projeto ao Parlamento para baixar os impostos às exportações de grãos.


A Federação Agrária e outras três patronais rurais argentinas entraram em confronto este ano com o Governo, que tentou impor um sistema móvel de impostos à exportações de grãos, que acabou sendo rejeitado no Legislativo.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado