Menu
Mundo

Bush, um dos presidentes mais impopulares da história

Arquivo Geral

03/11/2008 0h00

O presidente dos Estados Unidos, troche George W. Bush, click que iniciou seu mandato sob a sombra dos atentados de 11 de Setembro e deixa o Governo sob o peso de uma grave crise econômica, mind encerra seu período como chefe da Casa Branca na condição de um dos líderes mais impopulares da história.

Bush, que deixará oficialmente o cargo em 20 de janeiro, relegará a seu substituto, seja o democrata Barack Obama ou o republicano John McCain, vários problemas pendentes de resolução.

O caso mais grave a ser resolvido, sem dúvida, será a crise econômica, que condicionará o comportamento do novo presidente pelo menos em seu primeiro ano no poder, se não nos dois primeiros.

Bush fez inúmeros discursos públicos sobre o desempenho da economia, mas sua grande impopularidade impediu que tais declarações acabassem por tranqüilizar o eleitorado.

O presidente foi um dos principais incentivadores do plano de resgate financeiro avaliado em US$ 700 mil.

A Casa Branca indicou que está aberta a uma segunda iniciativa para estimular a economia, similar à que há alguns meses devolveu cerca de US$ 158 mil em impostos a contribuintes.

A idéia é estimular o consumo para que a economia seja reativada, em momentos nos quais os contribuintes optam pela poupança frente ao temor a uma recessão.

Mas isso contribuiria para agravar um déficit fiscal que já chega a US$ 454,8 bilhões.

Está claro, portanto, que o próximo presidente terá de tomar duras decisões fiscais e cortar verbas orçamentárias e promessas eleitorais impossíveis de ser cumpridas.

Não será a única decisão difícil a esperar pela atuação do sucessor de Bush na Casa Branca em seus primeiros meses no cargo.

Ainda não está fechado o acordo com o Governo iraquiano sobre o futuro das tropas americanas no país asiático. Muitos acreditam que essa presença seria oficializada para os próximos três anos.

A Casa Branca assegura que tais negociações avançam com fluência, e Bush, que deixará no conflito no Iraque seu legado como presidente, espera poder completar o pacto antes do término de seu mandato.

Mas corresponderá a seu sucessor determinar quando e como esses soldados, atualmente cerca de 140 mil, voltarão para casa.

Obama é partidário de uma retirada gradual ao longo de um ano e meio, enquanto McCain não descarta uma presença no longo prazo.

Outra grande “batata quente” que Bush deixará a seu sucessor é a situação envolvendo o Afeganistão, onde o movimento talibã ressurgiu e a rede terrorista Al Qaeda encontrou refúgio na área fronteiriça do nordeste do Paquistão.

Obama e McCain discordam sobre como atuar frente a esse problema e, enquanto o democrata se mostrou partidário de uma intervenção no Paquistão caso seja necessário, o republicano discordou dessa posição.

Bush também se comprometeu a resolver antes de deixar sua residência no número 1.600 da Avenida Pensilvânia a obtenção de um acordo de paz entre israelenses e palestinos, algo que parece cada vez mais improvável.

A renúncia do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, devido a um escândalo de corrupção, estagnou ainda mais conversas de paz que este ano já tinham obtido progressos mínimos.

É possível que Bush também não consiga resolver nos dois meses e meio de mandato que lhe restam a aprovação no Congresso dos tratados de livre-comércio pendentes com Colômbia, Panamá e Coréia do Sul.

Mas, no longo prazo, a maior tarefa que o presidente americano deixará a seu sucessor será a de restabelecer o prestígio dos EUA no exterior – muito influenciado por causa do conflito no Iraque – e a esperança do eleitorado.

Apenas 23% dos votantes aprovam a gestão de Bush, índice mais baixo entre todas as medições similares já feitas pelo instituto Gallup e um ponto percentual abaixo do registrado por Richard Nixon no período de sua renúncia devido ao escândalo Watergate.

Recuperar o otimismo entre os americanos será uma tarefa difícil. O próximo presidente, no entanto, terá algo a seu favor para conquistar o objetivo: não será Bush

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado