O presidente dos Estados Unidos, troche George W. Bush, click que iniciou seu mandato sob a sombra dos atentados de 11 de Setembro e deixa o Governo sob o peso de uma grave crise econômica, mind encerra seu período como chefe da Casa Branca na condição de um dos líderes mais impopulares da história.
Bush, que deixará oficialmente o cargo em 20 de janeiro, relegará a seu substituto, seja o democrata Barack Obama ou o republicano John McCain, vários problemas pendentes de resolução.
O caso mais grave a ser resolvido, sem dúvida, será a crise econômica, que condicionará o comportamento do novo presidente pelo menos em seu primeiro ano no poder, se não nos dois primeiros.
Bush fez inúmeros discursos públicos sobre o desempenho da economia, mas sua grande impopularidade impediu que tais declarações acabassem por tranqüilizar o eleitorado.
O presidente foi um dos principais incentivadores do plano de resgate financeiro avaliado em US$ 700 mil.
A Casa Branca indicou que está aberta a uma segunda iniciativa para estimular a economia, similar à que há alguns meses devolveu cerca de US$ 158 mil em impostos a contribuintes.
A idéia é estimular o consumo para que a economia seja reativada, em momentos nos quais os contribuintes optam pela poupança frente ao temor a uma recessão.
Mas isso contribuiria para agravar um déficit fiscal que já chega a US$ 454,8 bilhões.
Está claro, portanto, que o próximo presidente terá de tomar duras decisões fiscais e cortar verbas orçamentárias e promessas eleitorais impossíveis de ser cumpridas.
Não será a única decisão difícil a esperar pela atuação do sucessor de Bush na Casa Branca em seus primeiros meses no cargo.
Ainda não está fechado o acordo com o Governo iraquiano sobre o futuro das tropas americanas no país asiático. Muitos acreditam que essa presença seria oficializada para os próximos três anos.
A Casa Branca assegura que tais negociações avançam com fluência, e Bush, que deixará no conflito no Iraque seu legado como presidente, espera poder completar o pacto antes do término de seu mandato.
Mas corresponderá a seu sucessor determinar quando e como esses soldados, atualmente cerca de 140 mil, voltarão para casa.
Obama é partidário de uma retirada gradual ao longo de um ano e meio, enquanto McCain não descarta uma presença no longo prazo.
Outra grande “batata quente” que Bush deixará a seu sucessor é a situação envolvendo o Afeganistão, onde o movimento talibã ressurgiu e a rede terrorista Al Qaeda encontrou refúgio na área fronteiriça do nordeste do Paquistão.
Obama e McCain discordam sobre como atuar frente a esse problema e, enquanto o democrata se mostrou partidário de uma intervenção no Paquistão caso seja necessário, o republicano discordou dessa posição.
Bush também se comprometeu a resolver antes de deixar sua residência no número 1.600 da Avenida Pensilvânia a obtenção de um acordo de paz entre israelenses e palestinos, algo que parece cada vez mais improvável.
A renúncia do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, devido a um escândalo de corrupção, estagnou ainda mais conversas de paz que este ano já tinham obtido progressos mínimos.
É possível que Bush também não consiga resolver nos dois meses e meio de mandato que lhe restam a aprovação no Congresso dos tratados de livre-comércio pendentes com Colômbia, Panamá e Coréia do Sul.
Mas, no longo prazo, a maior tarefa que o presidente americano deixará a seu sucessor será a de restabelecer o prestígio dos EUA no exterior – muito influenciado por causa do conflito no Iraque – e a esperança do eleitorado.
Apenas 23% dos votantes aprovam a gestão de Bush, índice mais baixo entre todas as medições similares já feitas pelo instituto Gallup e um ponto percentual abaixo do registrado por Richard Nixon no período de sua renúncia devido ao escândalo Watergate.
Recuperar o otimismo entre os americanos será uma tarefa difícil. O próximo presidente, no entanto, terá algo a seu favor para conquistar o objetivo: não será Bush