O Governo boliviano pôs hoje em vigor um decreto para que os contrabandistas de combustíveis no país sejam castigados com penas entre 5 e 25 anos de prisão, order sob a legislação antidrogas, story como se fossem narcotraficantes.
O superintendente de Hidrocarbonetos, story Guillermo Aruquipa, explicou em entrevista coletiva que o decreto pretende frear o contrabando a países vizinhos de gasóleo, a gasolina e gás liquidificado de petróleo, cujos preços estão subvencionados no mercado interno.
Segundo ele, a lei antidroga, que proíbe o tráfico de substâncias suscetíveis de serem usadas no narcotráfico, agora tem alcance sobre os combustíveis citados no decreto.
A medida pretende frear a grave escassez de combustíveis em várias regiões do país, em particular em Santa Cruz, sede de fazendas onde o gasóleo é traficado ao Brasil.
Segundo a imprensa local, em Santa Cruz pelo menos 30% dos combustíveis são vendidos em contrabando por uma rede de corrupção que está nos baixos escalões da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).
O presidente Evo Morales admitiu há poucos dias a existência desses níveis de corrupção e então anunciou que preparava um “forte golpe” ao contrabando dos combustíveis.
Segundo Aruquipa, quem for capturado traficando combustíveis enfrentará, além de prisão em cadeia de alta segurança, o confisco de seus meios de transporte.
O Governo decretou, além disso, a mobilização do Exército a partir de hoje para vigiar os postos de gasolina e evitar que eles vendam os combustíveis em vasilhas ou recipientes extras, com o risco de ser transferidos por contrabando a países vizinhos.
O preço do gasóleo na Bolívia está congelado em US$ 0,5 por litro e o bujão de gás liquidificado de petróleo em US$ 3,11, enquanto nos países vizinhos o primeiro produto ronda os US$ 2,8 por litro e o segundo chega a US$ 21.
O comandante das Forças Armadas bolivianas, general Luis Trigo, confirmou, na mesma entrevista coletiva, que, a partir de hoje, cerca de mil agentes patrulharão no país 417 postos de gasolina e 31 centros de distribuição de combustíveis em todo o país.
Para reforçar a luta contra o contrabando, Morales também substituiu há poucos dias o chefe da Alfândega, o general aposentado César López, e o substituiu por Wilfredo Vargas.