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Mundo

Betancourt convoca participação em marcha por liberdade de seqüestrados

Arquivo Geral

24/10/2008 0h00

< !--StartFragment -- >A ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt apelou hoje pela participação popular na marcha convocada para o dia 28 de novembro, mind que tem o objetivo de exigir a liberdade dos seqüestrados e afirmou que quem ficar em casa, check não poderá passar o Natal “com a consciência tranqüila”.


Betancourt fez este apelo durante a entrega dos Prêmios Príncipe de Astúrias, após receber das mãos de Felipe de Borbón, herdeiro da Coroa espanhola, o prêmio da Concórdia que lhe foi concedido por causa de sua “força, dignidade e coragem”, com as quais enfrentou seu cativeiro, simbolizando todos os que estão privados de liberdade no mundo.


Segundo a ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que permaneceu seqüestrada na selva durante seis anos, o período natalino é “o pior” para quem se encontra em cativeiro e pediu a participação nas marchas, convocadas por causa da necessidade de “estender mão a quem perdeu tudo”.


A ex-candidata presidencial, que estava acompanhada por sua mãe, Yolanda Pulecio, no Teatro Campoamor onde foi celebrada a cerimônia na cidade de Oviedo, no norte da Espanha, pronunciou seu discurso visivelmente emocionada e se viu obrigada a interrompê-lo várias vezes entre lágrimas e entre os aplausos dos presentes.


Segundo Betancourt, para os seqüestrados “não há nem generosidade, nem respeito, nem família, nem afeto” por parte de seus “desumanizados carcereiros”, por isso que reivindicou ao mundo que reflita sobre o que pode ser feito por eles.


“Não só porque fazendo-o podemos estar contribuindo para salvá-los, mas paradoxalmente, porque acho que estaremos salvando a nós mesmos”, disse a ex-refém das Farc, a cujos integrantes advertiu que “ninguém pode sacrificar um ser humano no altar de sua ideologia, de sua religião ou de sua cultura”.


Segundo sua opinião, a “desumanização” dos membros da guerrilha colombiana, necessária para poder manter seres humanos presos durante longos anos, “é uma responsabilidade que recai sobre seus comandantes” e deu prazo aos membros do secretariado das Farc para assumir que “o mundo os assinala com severidade”.


 

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