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Banco Mundial quer avanço em disputa sobre comércio no G8

Por Arquivo Geral 10/07/2006 12h00

As negociações sobre o comércio mundial estão perto do colapso. Para o presidente do Banco Mundial, online case Paul Wolfowitz, cheap líderes dos países mais industrializados do mundo e de nações em desenvolvimento precisam romper os impasses durante a cúpula do G8, na Rússia, na próxima semana.

"Com o tempo acabando, nossos esforços coletivos podem fazer a diferença", disse Wolfowitz em carta enviada na sexta-feira aos líderes do G8 (que reúne os sete países mais industrializados do mundo, mais a Rússia) e das cinco grandes economias em desenvolvimento. Eles vão se reunir em São Petersburgo, no dia 17 de julho.

O encontro terá representantes dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália, Canadá e Rússia. O evento ocorre duas semanas depois da reunião de ministros do Comércio em Genebra, que não conseguiu resolver as diferenças sobre bens agrícolas e industriais.

"Podemos trabalhar para tirar milhões da pobreza, aumentar a receita dos países em desenvolvimento, melhorar o acesso a mercados globais e reduzir os custos de impostos e do consumidor para todos, ou permitir que todo o esforço entre em colapso, com danos para todos", escreveu Wolfowitz.

A cúpula começa em 15 de julho e termina em 17 de julho, com os líderes de China, Brasil, Índia, África do Sul, México e da União Africana, além de organizações internacionais, reunindo-se com colegas do G8.

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A chamada Rodada de Doha começou há quase cinco anos, com o objetivo de tirar milhões de pessoas da pobreza por meio de mais abertura comercial e melhoria do crescimento global.

Há tempos os países mais pobres insistem que os mais ricos devem abrir seus mercados agrícolas antes que os primeiros abram seus mercados industriais e de serviços. Wolfowitz exortou os dois lados a fazerem mais concessões.

A liberação total do comércio pode gerar US$ 300 bilhões a mais por ano na produção mundial. Os países em desenvolvimento ganhariam até US$ 86 bilhões, diminuindo os esforços anuais bilaterais de ajuda.

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"As pessoas mais pobres do mundo, 1,2 bilhão que vivem com menos de US$ 1 por dia, contam com a transformação de suas boas intenções em ação decisiva, como no ano passado, quando sua liderança política determinada lançou a histórica Iniciativa Multilateral de Alívio da Dívida", disse ele, em referência ao resultado da cúpula do G8 em Gleneagles, na Escócia.






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