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Mundo

Ban cria comissão para investigar assassinato de Benazir Bhutto

Arquivo Geral

04/02/2009 0h00

O secretário-geral da ONU, no rx Ban Ki-moon, side effects de visita ao Paquistão, anunciou hoje a criação de uma comissão de investigação para apurar o assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, ocorrido em 27 de dezembro de 2007.

“Tenho a intenção de estabelecer, muito em breve, uma comissão independente de investigação, que será liderada por uma pessoa diferente”, assegurou Ban Ki-moon, citado pela agência estatal “APP”, durante um jantar organizado em sua homenagem pelo presidente do Paquistão e viúvo de Bhutto, Asif Ali Zardari.

O anúncio foi feito mais de um ano depois da morte de Bhutto, investigada por uma equipe da Scotland Yard em janeiro de 2008.

A equipe determinou que a líder do Partido Popular do Paquistão (PPP) morreu ao bater a cabeça após uma explosão provocada por um suicida que detonou a carga que levava após um comício de Bhutto em Rawalpindi, perto de Islamabad.

A porta-voz da ONU no Paquistão, Israt Rizvi, confirmou à Agência Efe o anúncio do secretário-geral, e acrescentou que “a comissão será composta provavelmente por três membros”, mas não fixou uma data para o início das apurações.

Por sua parte, o porta-voz presidencial, Farhatullah Babar, disse à Efe que “os detalhes da comissão ainda devem ser finalizados”, mas assegurou que, “em breve”, serão conhecidos.

Babar acrescentou que a equipe da ONU poderia passar um período de seis meses no Paquistão para tentar esclarecer as circunstâncias do assassinato.

O jornal “The News” informou que o custo da investigação, que será financiada fundamentalmente pelo Governo Paquistanês, poderia chegar a mais de US$ 5 milhões, mas que outros países poderiam oferecer sua ajuda.

Um comunicado divulgado pelo escritório presidencial afirma que Zardari, momentos antes do anúncio de Ban Ki-moon, assegurou que o povo paquistanês “acredita que as apurações da comissão” servirão para encontrar os que financiaram, organizaram e cometeram o atentado terrorista, que serão levados “à Justiça”.

“Asseguro a completa cooperação das autoridades. A comissão terá total acesso a material de documentação e provas físicas, e poderá entrevistar qualquer indivíduo cujo testemunho for necessário”, garantiu Zardari, segundo a nota.


 


Atualizada às 17h53

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