Os três jovens ativistas cubanos que foram detidos em 16 de agosto durante um protesto antigovernamental na Universidade de Havana foram libertados neste sábado, segundo eles próprios informaram hoje.
Luis Enrique Labrador Díaz, Eduardo Pérez Flores e Michel Rodríguez Ruiz, ativistas do ilegal Partido Cuba Independente e Democrática, apareceram hoje junto às Damas de Branco – movimento de familiares dos 75 dissidentes presos em 2003 -, depois que as mulheres realizaram sua habitual passeata de protesto na saída da igreja Santa Rita de Cássia de Havana.
Flores e Ruiz declararam à imprensa que passaram 20 dias presos, acusados pelas autoridades de “desordem pública”, após protagonizar um protesto na escadaria da Universidade de Havana, para onde levaram cartazes com os dizeres “Abaixo a ditadura”, “Abaixo a fome” e “Viva os direitos humanos”. Ambos foram liberados das acusações.
Já Rodríguez, de 31 anos, explicou que, em seu caso, as autoridades lhe deram uma carta de liberdade, mas advertiram que ele ficaria pendente de um julgamento pelo crime de “desordem pública”.
A porta-voz das Damas de Branco, Laura Pollán, disse que, para elas, este era um domingo “com um pouco de alegria” pela libertação dos jovens.
“Isso nos alegra porque estamos vendo que nossas manifestações produzem resultados”, assinalou Pollán.