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Ataques dos EUA e de Israel mataram 555 no Irã, diz Crescente Vermelho

Um dos episódios mais letais teria sido um bombardeio em uma escola feminina em Minab, no sul do país

Redação Jornal de Brasília

02/03/2026 8h42

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Foto por JALAA MAREY / AFP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Segundo o Crescente Vermelho iraniano, ao menos 555 pessoas morreram no país devido aos ataques dos EUA e de Israel, que começaram no sábado (28). A entidade afirma que ao menos 131 cidades foram atingidas.

Um dos episódios mais letais teria sido um bombardeio em uma escola feminina em Minab, no sul do país. Segundo o regime, 153 pessoas morreram no episódio. Os oponentes, no entanto, divergem sobre o caso. Um porta-voz das Forças Armadas de Israel disse “não ter conhecimento” de qualquer operação na área.

A emissora BBC verificou vídeos do ocorrido, mostrando fumaça saindo de um prédio enquanto multidões se aglomeravam nas proximidades e gritavam. No entanto, não foi possível verificar o número de mortos de forma independente.

Em entrevista à Fox News, Trump disse que 48 membros do regime foram mortos, mas não há confirmação oficial deste número. A mídia estatal iraniana confirmou no domingo que a cúpula militar do país foi morta durante uma reunião presencial.

Entre as vítimas está o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, o poderoso conselheiro de Defesa Ali Shamkhani, o ministro Aziz Nasirzadeh e o chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi, além de outros oficiais.

Nesta segunda (2), o governo chinês anunciou a primeira morte de um cidadão do país no Irã, de onde evacuou outros 3.000 chineses nos últimos dias.

A entrada do Hezbollah ampliou o caráter regional da guerra, que se espalha pelo Oriente Médio. Nesta segunda, o Estado judeu manteve ataques ao Líbano e reforçou sua fronteira norte, além de jurar o líder do grupo libanês de morte.

A violência escalou em todas as frentes. Houve renovados bombardeios ao Irã, o Kuwait foi alvo de ataques intensos de Teerã, uma refinaria saudita teve de fechar após pegar fogo ao ser atingida e um drone iraniano atingiu uma distante base britânica no Mediterrâneo.

O presidente Donald Trump e o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, lançaram o ataque mirando a derrubada do regime em Teerã, sob a alegação de que as negociações para evitar que os aiatolás desenvolvessem a bomba nuclear não chegaram a lugar algum.

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