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Mundo

Ataque armado em igreja na Jordânia deixa seis mortos

Autor de 39 anos foi preso após disparar contra pessoas de origem imigrante; autoridades investigam possível motivação racista e terrorista

Redação Jornal de Brasília

23/10/2026 13h32

france crime investigations police

Foto: DIMITAR DILKOFF / AFP

Pelo menos seis pessoas morreram e outras 28 ficaram feridas em um ataque armado nesta sexta-feira (23) contra uma igreja no sul da Jordânia, em um episódio incomum de violência contra a comunidade cristã neste reino de maioria muçulmana sunita.

Os agressores invadiram o recinto de uma igreja ortodoxa grega na localidade de Hammud, na província de Karak, antes de abrir fogo, segundo a Direção de Segurança Pública.

O ministro do Interior, Mazen Al Faraya, afirmou que o ataque foi perpetrado por “um grupo de extremistas”.

“A Jordânia foi alvo de um ataque terrorista realizado por um grupo de extremistas”, disse em uma coletiva de imprensa.

As autoridades haviam informado inicialmente sete mortes, mas depois reduziram o balanço para seis mortos.

Segundo a mesma fonte, os agressores saíram de um veículo e abriram fogo durante uma procissão fúnebre.

As forças de segurança iniciaram uma operação para localizar os responsáveis.

Imagens divulgadas pela televisão pública Al Mamlaka mostraram dois homens armados com pistolas e um terceiro portando uma arma longa antes de abrirem fogo.

Uma testemunha declarou à emissora que os agressores dispararam continuamente durante cerca de cinco minutos antes de fugir.

Entre 150 e 200 pessoas estavam dentro ou ao redor da igreja no momento do ataque, acrescentou.

Karak abriga uma importante comunidade cristã na Jordânia, onde os cristãos representam entre 2% e 3% da população.

O presidente libanês, Joseph Aoun, único chefe de Estado cristão do mundo árabe, classificou o ataque como “um atentado terrorista atroz”.

“O atentado terrorista contra Karak receberá a resposta mais dura”, prometeu, por sua vez, o rei da Jordânia, Abdullah II, em uma mensagem publicada em inglês na rede social X.

AFP

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