Ataques com mísseis contra um acampamento militar das forças iemenitas, atribuídos aos houthis, deixaram ao menos 50 mortos nesta segunda-feira (19) no centro do Iêmen, informaram autoridades locais.
Trata-se do ataque mais mortífero em várias semanas, em um momento em que os confrontos entre os combatentes houthis pró-Irã e o governo iemenita reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita se intensificam, após a ruptura de uma trégua que vinha sendo mantida há anos.
“Mais de 53 recrutas” morreram e mais de 200 pessoas ficaram feridas no ataque contra o acampamento militar na província de Shabwa, no centro do Iêmen, segundo as autoridades locais.
As vítimas eram novos integrantes das forças de segurança iemenitas que se encontravam em treinamento, indicou a administração provincial em um comunicado. Segundo duas fontes militares, três mísseis balísticos atingiram o local.
Shabwa abriga importantes jazidas de petróleo e gás, além do terminal de gás natural liquefeito de Balhaf, a principal instalação energética do país e um ativo fundamental para a economia iemenita.
Uma fonte militar governamental na província indicou que o Exército teme que os ataques estejam preparando uma ofensiva terrestre, semelhante à que permitiu aos houthis tomar, em setembro, a estratégica cidade portuária de Moca, na costa do Mar Vermelho.
No início do mês, o governo iemenita lançou uma contraofensiva para recuperar territórios da costa do Mar Vermelho tomados pelos houthis em setembro.
Os ataques do movimento houthi contra a Arábia Saudita também atingiram níveis sem precedentes.
O grupo realizou vários ataques contra o aeroporto internacional de Riade, incluindo um neste mês que deixou 13 mortos e mais de 300 feridos, o mais letal no reino em mais de uma década.
AFP