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Ao menos 47 pessoas morreram na Síria nos últimos dois dias, segundo opositores

Arquivo Geral

29/09/2011 16h29

Ao menos 47 pessoas morreram nos últimos dois dias na Síria, 27 delas na localidade de Al-Rastan, onde um grande número de soldados desertou em protesto pela repressão do regime contra a população, informou nesta quinta-feira à Agência Efe um ativista opositor.

Um dos porta-vozes dos Comitês de Coordenação Local, Hozam Ibrahim, explicou que a violenta ofensiva do regime de Bashar Al Assad contra Al-Rastan, na província de Homs, levou grupos de militares a desertar para proteger os civis.

Ibrahim indicou que as comunicações estão cortadas na cidade e que seu grupo recebeu informações, ainda não confirmadas, de que o regime recorreu ao uso de aviões em suas operações, além de armas pesadas.

O ativista relatou que não estão ocorrendo grandes confrontos entre os soldados desertores e as tropas do regime devido à desigualdade de forças entre os dois lados.

Nesta semana, as operações militares foram centradas na província de Homs, onde além das vítimas de Al-Rastan morreram ao menos outras 12 pessoas entre esta quarta e quinta-feira em distintas localidades.

Além disso, segundo os dados divulgados por Ibrahim, nestes últimos dois dias três pessoas morreram na cidade de Latakia, duas na província de Deraa, e uma Banyas, Idleb e Hasaka, respectivamente.

Este recrudescimento da repressão coincide com o anúncio feito por um batalhão integrado por militares que se uniram às fileiras opositoras e mataram 80 membros dos “shabiha” (pistoleiros do regime).

Em um vídeo divulgado pela rede de televisão “Al Arabiya”, um porta-voz desse contingente relatou que suas forças atacaram nesta quinta-feira sete ônibus que transportavam os homens leais ao regime de Assad em dois pontos de Idleb em “resposta ao ataque brutal e às práticas repressivas em Jabal Al Zawiyah”.

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