O neurologista de Eluana Englaro, look a italiana de 38 anos em coma vegetativo desde 1992, assegurou hoje que a partir de amanhã pode começar a reduzir a alimentação da jovem, que se mantém viva graças à ajuda de aparelhos.
Se a afirmação do neurologista Carlo Alberto Defanti for confirmada, os prazos previstos para a redução da alimentação de Eluana serão antecipados em um dia.
Segundo Defanti, durante esse processo que a levará à morte, a jovem não passará pelo “sofrimento tormentoso da sede”, devido às condições de seu estado de coma vegetativo.
No entanto, o médico reconheceu que ela receberá pequenas doses de sedativos para garantir a ausência de sede.
Por outro lado, o Governo italiano continua buscando por alguma possibilidade legal que evite que a clínica La Quiete, em Udine (nordeste), acolha a morte da jovem, que entrou em estado de coma vegetativo após um acidente e que teve a eutanásia autorizada pela Justiça italiana em novembro do ano passado.
A subsecretária de Saúde italiana, Eugenia Roccella, assegurou hoje que “o protocolo de morte para Eluana Englaro é inaplicável”, baseando-se nas explicações fornecidas por autoridades médicas da região de Friuli-Venezia Giulia, à qual pertence Udine.
Depois de todas as especulações sobre o caso, os responsáveis por La Quiete emitiram hoje um comunicado no qual reiteram a intenção de executar a sentença da Justiça italiana.
Na nota, assinada pela presidente da clínica, Ines Domenicali, La Quiete assegura que a redução da alimentação de Eluana, que poderia levar a sua morte em um prazo de 15 dias, será realizada com ajuda de pessoal externo.