A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque, liderada pela Al Qaeda, assumiu hoje a autoria de dois atentados com carro-bomba perpetrados no último dia 19 em Bagdá, que causaram a morte de 30 pessoas e deixaram cem feridos.
Em comunicado divulgado em uma site islâmico, o grupo extremista reivindica o ataque contra “dois refúgios da maldade que os miseráveis usam como sedes para a espionagem e a guerra contra Deus, seu profeta e os devotos”.
“O primeiro alvo foi um quartel que se denomina Ministério de Segurança Nacional, que foi criado pelo Partido (iraquiano) Dawa com a supervisão do Irã como um núcleo dos serviços secretos”, especifica a nota.
A Al Qaeda lembra na mensagem que essa instituição, situada no distrito de Al Kazimiyah, no norte de Bagdá, “contribuiu de maneira direta na guerra contra os muçulmanos sunitas para alterar a situação no Iraque a favor do projeto iraniano”.
Neste atentado, o mais sangrento dos dois, a explosão de um carro-bomba na praça Adan resultou na morte de 19 pessoas e deixou 58 feridos, alguns deles com lesões graves.
Além disso, a organização terrorista explica que o segundo ataque, no qual dez pessoas perderam a vida e outras 53 ficaram feridas, foi lançado contra “a sede da maligna companhia de telefonia móvel Asiacell”, localizada no bairro de Al Mansur.
“Essa empresa chegou a ser uma parte indivisível do sistema de segurança que o Exército da cruz (americano) e o Governo da fortificada Zona Verde usam para perseguir, combater e espionar os mujahedins”, diz o texto.
Por último, a nota destaca que esses ataques foram realizados de “maneira perfeita, como foram planejados” e que os suicidas conseguiram “driblar as intensas barreiras dos apóstatas do Exército e as da Polícia, e estacionar dois carros-bomba perto dos dois alvos”.