O líder supremo da revolução iraniana, aiatolá Ali Khamenei, manifestou nesta segunda-feira seu apoio às revoltas no mundo árabe e ressaltou que aqueles que os reprimem merecem ser castigados.
Em discurso na televisão por ocasião do ano novo persa, que começou nesta segunda-feira, ele afirmou que o ano que inicia deve ser “o da Jihad econômica” contra as sanções impostas pela comunidade internacional por causa das suspeitas sobre o real objetivo do programa nuclear iraniano.
“Espero que a misericórdia de Deus contribua para aliviar imediatamente o sofrimento dos povos em Bahrein, Iêmen e Líbia e que castigue com o tormento os inimigos dessas nações”, declarou.
“O que está acontecendo com as populações desses países não permite que possamos desfrutar da alegria do novo ano”, acrescentou Khamenei.
Desde que as revoltas no mundo árabe eclodiram no mês de janeiro na Tunísia, o Irã as definiu como “uma onda de despertar islâmico”.
No entanto, a oposição iraniana qualificou o regime como “hipócrita”, já que reprime com extrema violência os protestos no país.
Khamenei também deu conselhos à população iraniana e declarou o novo ano como “o ano da jihad (guerra santa) econômica”.
“A intenção das sanções que os inimigos da nação iraniana impuseram é prejudicar o progresso do país, evitar que colha os frutos de seu esforço. Naturalmente, não conseguirão seus objetivos”, afirmou.
O Irã atravessa um momento difícil devido, em grande parte, às sanções impostas pela comunidade internacional depois que o regime ignorou as advertências das grandes potências e começou a enriquecer urânio por própria conta.
Ao bloqueio financeiro se soma o impacto que teve na economia doméstica o polêmico plano do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que reduziu os subsídios a gasolina, energia e alimentos.
A medida, que foi aprovada após quase um ano de enfrentamento entre o Governo e o Parlamento, fez os preços dispararem, em particular os da eletricidade, do gás e da gasolina.