O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, reuniu-se ontem à noite em Nova York com os ministros de Exteriores do Equador, Fender Falconi, e do Brasil, Celso Amorim, com que falou de cooperação bilateral, relações regionais e da polêmica nuclear.
Segundo informa hoje a agência de notícias iraniana “Fars”, o líder e o chefe da diplomacia brasileira voltaram a destacar a validade da proposta de troca de combustível nuclear assinada em 17 de maio por Ahmadinejad, seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan.
O documento, conhecido como “a declaração de Teerã” e definido pelos três estados envolvidos como um primeiro passo necessário para resolver a disputa, não foi aceito pelo resto da comunidade internacional.
Inúmeros países, com os Estados Unidos, o Reino Unido e Israel à cabeça, acusam ao Irã de esconder, sob seu programa nuclear civil, outro de natureza clandestina e aspirações bélicas cujo objetivo seria a aquisição de armamento atômico, alegação que Teerã nega.
Meses antes da declaração de Teerã, o regime iraniano rejeitou uma proposta de troca de combustível similar feita pelos Estados Unidos, França e Rússia.
A agência “Fars” revelou que Ahmadinejad e Amorim também planejaram questões de cooperação e troca comercial bilateral.
A colaboração bilateral centrou a reunião que ontem à noite mantiveram o presidente iraniano e o chefe da diplomacia equatoriana, à margem da Assembleia da ONU.
Segundo “Fars”, Falconi expressou o desejo de seu país do início dos acordos bilaterais assinados recentemente entre os dois Governos.