Um agente da equipe que participou da operação na qual o brasileiro Jean Charles de Menezes foi assassinado admitiu hoje que alterou provas do caso, buy e, por isso, será investigado, anunciaram fontes oficiais.
O policial, de alta patente e identificado apenas como “Owen”, confessou aos investigadores da morte de Jean Charles que, na semana passada, eliminou uma linha das anotações sobre a operação que tinha em seu computador, informa a agência de notícias “PA”.
A Comissão Independente de Queixas à Polícia (IPCC) informou em comunicado que o assunto “vai ser objeto” de uma investigação independente.
Em seu depoimento, “Owen” disse que em 8 de outubro – mais de duas semanas após o início da investigação pública – eliminou uma linha que dizia que a oficial a cargo da operação, Cressida Dick, inicialmente disse que o brasileiro podia entrar no metrô “porque não levava nada”.
“CD (siglas de Cressida Dick): pode subir no metrô porque não leva nada”, diz a fala eliminada.
O agente explicou que tinha decidido apagar a fala porque não achava ser “relevante”.
Após assinalar que não tinha certeza de quem havia levantado a possibilidade de deixar Jean Charles ir, ressaltou que “tudo o que pode dizer é que uma das opções era deixar que fosse porque não levava nada e que houve um desacordo entre a direção”.
“Foi uma voz de mulher”, assegurou “Owen”, reiterando que não tinha certeza se havia sido Dick que disse aquela frase.
O agente, que explicou que tinha mencionado as mudanças a um advogado da Polícia Metropolitana de Londres, alegou que tinha apagado uma fala que acreditava ser “errônea” e que, segundo ele, “dava uma impressão totalmente falsa”.
O agente também disse não ter certeza sobre quem pediu que fizesse a alteração.