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Agência Espacial europeia revela novas provas sobre existência de oceano em Marte

Arquivo Geral

06/02/2012 15h44

A Agência Europeia do Espaço (ESA) informou nesta segunda-feira (6) que seu satélite Mars Express apresentou provas que um oceano cobriu parte da superfície de Marte, algo que já se suspeitava, mas que ainda é objeto de controvérsia.

O estudo partiu de dados gerados durante mais de dois anos pelo radar Marsis, que alcançou o planeta vermelho em 2005. As informações recolhidas permitiram aos especialistas a descoberta de um material de baixa densidade cobrindo as planícies do hemisfério norte.

Jéremie Mouginot, do Instituto de Astronomia Planetária e Astrofísica de Grenoble (IPAG), assegura que esses compostos parecem ser depósitos sedimentários, o que supõe, segundo o especialista, uma nova prova de que, em outros tempos, houve um oceano nessa área.

O fato de Marte já ter sido parcialmente coberta por um oceano era uma hipótese trabalhada pela comunidade científica, mas a descoberta apresenta melhores indícios para confirmá-la. A certeza sobre a formação dessa massa de água continua sendo vaga, mas acredita-se que tenha sido originada há quatro bilhões de anos, quando esse planeta apresentava condições meteorológicas mais amenas, ou há três bilhões, quando a camada de gelo da superfície se fundiu após um grande impacto.

O chefe da equipe da IPAG, Wlodek Kofman, explica que a Marsis penetrou aproximadamente entre 60 e 80 metros na superfície desse planeta, onde recolheu provas de material sedimentário e de gelo.

Por enquanto, os cientistas descartam que esse provável oceano tenha tido tempo suficiente para permitir o desenvolvimento de vida e asseguram que, para encontrar provas da mesma, terão que partir para épocas anteriores da história desse planeta.

Este novo estudo, no entanto, marca um ponto de inflexão. Até o momento, os dados anteriores do Mars Express sobre a existência de água em Marte procediam do estudo de imagens ou de informação mineralógica e atmosférica, mas não de uma visão tão próxima com as referências obtidas pelo radar.

Ao mesmo tempo, suas conclusões abrem novas dúvidas sobre o paradeiro de toda essa quantidade de água e, por isso, esse satélite continuará suas atividades programadas.

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