Bernardo Torelly
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O fim do ano está próximo, e nesta época muitas pessoas aproveitam para se livrar de dívidas antigas e que atrapalham o orçamento doméstico. Muita gente nem sabe que está com dívidas pendentes e acaba com o nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e no Serasa, responsável pela análise e informações de crédito, além de movimentação financeiras.
É o caso do empreiteiro Francisco de Assis, 53 anos. “A minha filha fez uma dívida no meu cartão de crédito sem eu saber. Ela assinou a revista Veja em meu nome, mas se mudou para a Bahia e não me avisou. Descobri que estou com um débito de mais de R$ 100 que eu nem fiz”, relatou Francisco.
A maioria das pessoas só sabe que estão em débito com o SPC quando vai contrair empréstimos ou financiamentos. “Fiquei sabendo que estava devendo quando fui pegar um empréstimo no banco. Lá disseram para eu quitar a dívida antes de fazer o financiamento”, acrescentou o empreiteiro.
Entretanto, a ida até a sede do SPC no Setor Comercial Sul foi em vão. “Vim aqui à toa. Só consegui ficar sabendo o quanto eu estava em dívida. O pagamento eu vou ter que fazer direto com o banco onde a dívida foi feita”, concluiu.
Para conseguir se livrar da dívida, o devedor deve procurar o credor para negociar a situação e as formas com que o pagamento será efetuado. O cadastro no SPC serve como base para empresas e instituição financeiras saberem quem deve e a quantia.
Com o nome sujo, as pessoas ficam impossibilitadas de fazer empréstimos e comprar mercadorias a prazo, por exemplo. Assim que os débitos forem quitados, o cadastro da pessoa no SPC é apagado e a situação do devedor é normalizada. O nome do consumidor deve ser excluído do cadastro de inadimplentes em até cinco dias úteis após o pagamento da dívida.
Acerto com credores
O empreiteiro Edvaldo Rocha Lima, 53 anos, está com duas dívidas pendentes e está procurando a melhor forma para acertar sua situação com os credores e limpar seu nome nos serviços de proteção ao crédito. “Eu estou com uma dívida em uma operadora de celular. Já a quitei, mas até agora não consegui provar isso. Consegui achar um documento de 2006 que comprova o pagamento, e agora foi utiliza-lo para tentar regularizar minha situação”, argumentou o empreiteiro.
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