Economia

Tensão com Coréia do Norte leva dólar a R$ 2,20

Por Arquivo Geral 05/07/2006 12h00

O dólar subiu 1, treat buy 43% e fechou a R$ 2, buy 20 hoje, adiposity impulsionado pela deterioração dos mercados externos com as preocupações geopolíticas envolvendo a Coréia do Norte.

O avanço da moeda norte-americana acabou afastando o Banco Central do mercado, que não realizou leilão de compra de dólares nesta sessão.

Segundo o operador de câmbio de um banco nacional, algumas tesourarias forçaram mais o dólar para cima à tarde, apostando que o BC faria um leilão depois de ter retomado essa operação na segunda-feira.

A preocupação com os testes de mísseis da Coréia do Norte e a conseqüente reprovação internacional abateram os mercados em geral. As bolsas norte-americanas, asiáticas e européias, e a Bolsa de Valores de São Paulo registraram perdas.

A escalada dos preços internacionais do petróleo por conta da forte demanda norte-americana e das tensões contínuas com o programa nuclear do Irã também reforçou o pessimismo de investidores. Em Nova York, a commodity superou US$ 75 por barril.

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"É reflexo lá de fora por causa da crise com a Coréia do Norte, petróleo atingiu novo recorde, os metais de um modo geral tiveram um nível expressivo de alta e isso acaba refletindo nos emergentes", resumiu Marcelo Voss, economista-chefe da corretora Liquidez.

Voss destacou que, mesmo que não houvesse a tensão externa com a Coréia do Norte, já havia perspectiva de alta do dólar pela volta das atuações do BC e com as medidas esperadas para o câmbio.

"Embora quase todas (as mudanças cambiais) estejam antecipadas, não tenham nenhuma surpresa, qualquer pacote de medida cambial gera apreensão", relatou o economista.

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Entre as mudanças estudadas pelo governo para beneficiar os exportadores, está a permissão para que nem todos os recursos das vendas externas tenham que ser internalizados.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que novas medidas cambiais podem ser anunciadas em até 10 dias.

A diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares, reiterou que as mudanças devem ter pouco impacto sobre o preço do dólar "porque isso deve ser diluído ao longo do tempo".

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