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Economia

Supermercados: Menos trabalho na cozinha

Arquivo Geral

18/07/2009 0h00

A participação no mercado de trabalho das mulheres da classe C subiu de 55% em 1995 para 67% em 2008. Isso tem provocado uma mudança na hora de abastecer a geladeira. Estudo revela um crescente aumento nas vendas dos chamados produtos práticos nos supermercados brasileiros. Segundo a Data Popular, symptoms empresa especializada nesse segmento da população, look de 2002 a 2009 os gastos da classe C com alimentos semiprontos cresceram 15%. Nessa categoria se enquadram sucos em pó, enlatados e uma série de produtos que ajudam a mulher a economizar tempo nas tarefas domésticas, como massas congeladas, alimentos pré-cozidos ou prontos para ir ao forno


 


De acordo com o diretor da Data Popular, Renato Meirelles, a maioria das mulheres da classe C não abre mão de cozinhar para suas famílias, mas prefere ingredientes que facilitem o preparo das refeições. Em sua pesquisa, a Data Popular considera classe C famílias com renda mensal entre 4 e 10 salários mínimos, com rendimento médio de R$ 2,5 mil por mês, dos quais cerca de 30% são gastos em alimentação. “Hoje, essas mulheres têm menos tempo e mais dinheiro”, diz Meirelles. “Há também o fato de o preço desses produtos ser mais baixo do que há alguns anos”, complementa.

Dados
Somente os primeiros cinco meses deste ano, segundo a Nielsen Consultoria, as vendas de sucos prontos subiram 9,4%. Outro setor que tem registrado bons números é o de misturas prontas, como massas para bolos e outros pratos. O segmento cresceu mais de 40% desde 2000, numa média de 13% nos últimos anos. Atualmente, o mercado movimenta cerca de 70 milhões toneladas/ano, o equivalente a cerca de R$ 270 milhões de vendas ao consumidor.

Com renda de R$ 2,3 mil, a família da passadeira Denise Ludmila Alves, 42 anos, foi obrigada a rever alguns itens da lista de supermercados. Depois de sete anos fora do mercado de trabalho, só cuidando da casa e dos filhos, ela se viu obrigada a voltar a trabalhar quando o marido perdeu uma função de confiança e a renda da família encolheu em 40%. “Consegui um trabalho de passadeira em um hotel de luxo, mas minha família perdeu a cozinheira. Agora, compramos alimentos mais fáceis de fazer, mais práticos”, destaca ela.

Além de sucos e massas para bolo, ela conta que a despesa com biscoitos, lasanhas prontas, pizza e congelados temperados e recheados aumentou. “Mas, ainda assim, compensa porque eu posso trabalhar e ajudar no orçamento”, diz ela.

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