A balança comercial brasileira registrou um superavit de US$ 9,32 bilhões em outubro, um aumento de 39,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (6/11) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O saldo positivo foi impulsionado por um ritmo mais forte das exportações, que cresceram 20% e somaram US$ 37,81 bilhões. As importações avançaram 14,8%, alcançando US$ 28,49 bilhões.
A corrente de comércio, que é a soma das exportações e importações, atingiu US$ 66,30 bilhões no mês, uma alta de 17,7% na comparação anual.
A indústria extrativa foi a principal responsável pelo avanço das vendas externas em outubro. As exportações do setor cresceram 53,5% e renderam US$ 11,52 bilhões, uma contribuição adicional de US$ 4,01 bilhões, a maior entre todos os setores.
As exportações da agropecuária aumentaram 12,8%, para US$ 7,63 bilhões, enquanto as da indústria de transformação avançaram 7,7%, para US$ 18,38 bilhões.
No acumulado de janeiro a outubro, o superavit comercial soma US$ 71,04 bilhões, uma expansão de 34,1% sobre o mesmo período de 2025. As exportações acumulam US$ 321,88 bilhões (alta de 11,2%), e as importações, US$ 250,84 bilhões (crescimento de 6,1%).
Ao longo desses dez meses, a indústria extrativa também liderou o crescimento em valores absolutos, com um aumento de US$ 16,14 bilhões nas exportações.
Nas importações de outubro, a indústria de transformação respondeu pela maior parcela do aumento, com um acréscimo de US$ 3,04 bilhões nas compras. As importações da indústria extrativa cresceram 51,4% e as da agropecuária, 10,1%.
As vendas para os Estados Unidos tiveram alta expressiva de 87% em outubro, com um aumento de US$ 2 bilhões. Para alguns países europeus, o crescimento foi ainda mais acentuado: 111,2% para a França e 63,1% para os Países Baixos.
As importações de produtos chineses aumentaram 17,1% em outubro, um acréscimo de US$ 1,1 bilhão, e as compras dos Estados Unidos cresceram 28,6%, também com mais US$ 1,1 bilhão.
No acumulado do ano, a corrente de comércio com a China subiu 10,3%, para US$ 159,25 bilhões. Com a União Europeia, o fluxo comercial cresceu 10,7%, para US$ 92,40 bilhões. Já o comércio com os Estados Unidos acumula queda de 1,8%, para US$ 68,62 bilhões.