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Economia

Situação no Estreito de Ormuz segue impulsionando alta do petróleo

Brent avançou 0,65% nesta sexta-feira (21) e acumulou alta de 6,63% na semana, enquanto mercados acompanham os riscos para o fluxo global de petróleo diante do impasse entre Washington e Teerã

Redação Jornal de Brasília

21/08/2026 17h20

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Foto : ATTA KENARE / AFP

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (21), impulsionados pelo bloqueio do Estreito de Ormuz e pela persistência das tensões diplomáticas entre Washington e Teerã.

O preço do barril de Brent do Mar do Norte para entrega em outubro subiu 0,65%, a 94,39 dólares. Durante toda a semana, o Brent avançou cerca de 6,63%.

Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate para entrega no mesmo mês subiu 0,26%, a 87,06 dólares.

“Os acontecimentos em torno do Estreito de Ormuz seguem no centro das atenções nos mercados da energia”, pois “a situação se encontra em ponto morto”, comentou em nota Barbara Lambrecht, analista do Commerzbank.

O Irã controla de fato esta via marítima estratégica para o comércio mundial de combustíveis desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, enquanto os Estados Unidos mantêm um bloqueio naval aos portos iranianos, imposto em abril.

Em paralelo, o presidente americano, Donald Trump, anunciou, na quarta-feira, o lançamento de uma operação de bloqueio econômico contra Teerã, e advertiu que haverá duras consequências para qualquer país que “dê qualquer tipo de salva-vidas ao Irã”.

Espera-se na segunda-feira que os Estados Unidos detalhem o dispositivo previsto. Analistas temem em particular novas sanções sobre as compras do petróleo iraniano, que pressionariam os preços do petróleo bruto ainda mais para cima.

O Irã acusou os Estados Unidos de praticarem um “terrorismo econômico” e de “crimes contra a humanidade”.

Ao mesmo tempo, os operadores acompanham de perto o estado das reservas mundiais de petróleo e produtos derivados.

Nos Estados Unidos, “os estoques de gasolina estão 5% abaixo do normal para esta época do ano”, assinala Lambrecht.

AFP

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