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Economia

Setor de serviços movimentou no País, em 2011, R$ 32 bilhões

Arquivo Geral

20/06/2012 21h22

Pesquisa inédita da Federação Nacional das Empresas de Serviços e Limpeza Ambiental (Febrac) revela a pujança do setor de serviços de limpeza e conservação, além do seu papel no contexto da economia brasileira. Os números divulgados, nesta terça-feira (19), em Brasília, mostram que o setor movimentou no País, só em 2011, uma média de R$ 32 bilhões e empregou formalmente 1,6 milhão de trabalhadores em pouco mais de13 mil empresas distribuídas em todas as regiões brasileiras.  

 

A publicação “A Força do Setor” faz um comparativo com os números de 2005, ano da primeira pesquisa realizada pela Febrac, e aponta um crescimento de 19% no número de empresas, 5% na quantidade de trabalhadores, 17,5% no faturamento e 34,3% na massa salarial paga pelo setor. O estudo também destaca que o mercado vem crescendo a taxas superiores a 10% ao ano, desde 2006, e prevê que em 2012 o crescimento atinja de 12,5%.

 

A pesquisa mostra também que o setor ampliou em 65% os investimentos em treinamento e capacitação nos últimos seis anos. Só no ano passado foram destinados à qualificação e formação profissional o total de R$ 110 milhões, número bem acima dos R$ 50 milhões investidos em 2005. “O investimento resultou em uma maior qualificação do nosso pessoal ocasionando no aumento da qualidade dos serviços ofertados aos nossos clientes. Sentindo-se reconhecido e valorizado nosso trabalhador não tem mais interesse em abandonar o uniforme e partir para a informalidade. Hoje, ele prefere a segurança das empresas”, enfatiza o presidente da Febrac, Ricardo Garcia.

 

Garcia explica que a publicação tem como objetivo oferecer aos sindicatos ligados à Federação e, aos seus afiliados, dados sobre o setor que possam ser utilizados como referência no relacionamento com o governo, o mercado e os meios de comunicação em geral. Ainda segundo ele, a pesquisa fornece uma referência, em nível nacional, da posição das empresas do setor na economia brasileira como importantes empregadores de mão de obra e pagadores de impostos. 

 

De acordo com o estudo, o setor pagou de impostos federais e municipais o equivalente a R$ 10 bilhões no ano passado incluindo aí o ISS e os chamados impostos trabalhistas (FGTS, INSS e Sistema “S”). “Vivenciamos um novo tempo – apesar das incertezas e inseguranças-, precisamos avançar e estamos aplainando o caminho para isso”, conclui Ricardo Garcia.  

 

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