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Economia

Reforma do Orçamento de Flávio será novo teto de gastos

Proposta com orçamento base zero mira economia de 1,5% do PIB e não corta programas sociais.

Redação Jornal de Brasília

21/10/2026 22h39

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Foto: SERGIO LIMA / AFP

A reforma do Orçamento proposta pela equipe de Flávio Bolsonaro (PL) deve funcionar como um novo teto de gastos do governo. Se eleito, o candidato planeja limitar as despesas sem reduzir programas sociais e aposentadorias.

A ideia é seguir a lógica do teto aprovado em 2016, que impôs restrições globais de gastos, mas dessa vez mexendo nas despesas obrigatórias que hoje engessam o orçamento. A reforma busca economizar cerca de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo Daniella Marques, principal assessora de Flávio na área econômica, a revisão será feita com a metodologia de “orçamento base zero”. O plano também prevê extinção de ao menos dez ministérios, corte de cargos comissionados, combate a supersalários e retomada de privatizações.

A equipe do candidato estuda uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para ser apresentada ainda na transição de governo. O economista Adolfo Sachsida defende que o ajuste seja feito apenas pelo controle das despesas, e não com aumento de impostos.

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sinalizado que os cortes poderiam atingir programas sociais. Flávio Bolsonaro rebateu a alegação, informando que a economia começará pela estrutura do Estado.

Flávio afirma que só a saída de Lula da Presidência poderia economizar R$ 1 trilhão em quatro anos no pagamento de juros da dívida. Ele cita como justificativa os juros mais altos, que encareceram o custo da dívida pública.

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