Apesar de reconhecer a importância do Banco de Brasília (BRB), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a atual situação que a instituição enfrenta não é problema da União, mas da administração local. O Governo do Distrito Federal (GDF) tenta conseguir um aval do governo federal para viabilizar um empréstimo bilionário junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para capitalização do banco após transações malsucedidas com o Banco Master.
“BRB é um banco reconhecido, sólido, mas que teve um problema. É de fato um banco que tem operações sólidas, mas que teve um problema grave, que não foi gerado pela União. Foi gerado pela administração local, que não era nem a própria governadora, mas nós tivemos um grave problema no BRB. E é disso que se trata”, afirmou.
Desde o acordo homologado no Supremo Tribunal Federal (STF) em maio para viabilizar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao FGC, o GDF tem solicitado um aval da União para a liberação dos recursos. Em algumas ocasiões, a governadora Celina Leão (PP) chegou a dizer que não há “boa vontade” do governo federal em auxiliar o destrave.
Essa tentativa tem incomodado as equipes do Planalto, que já sinalizaram diversas vezes que não haverá nenhum tipo de aval. Segundo Durigan, a União tem atuado como intermediária, apresentando soluções para a saída da crise financeira do banco.
“A União foi trazida para esse debate, e com muita boa vontade, apresentamos soluções para além de ficar criando dificuldade. As soluções foram trazidas por nós. Então, longe de haver inércia, há proatividade de início”, defendeu.
O ministro ainda enfatizou que é um “erro” acreditar que o aval da União “resolve tudo no país”, pois a situação do BRB não deve ser tratada como um problema que atinge os brasileiros em nível nacional. “Achar que nós temos que socializar os problemas, socializar responsabilidades com a sociedade brasileira como um todo. Isso não é correto”, acrescentou.