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Economia

Plano safra é voltado à transição ecológica, diz ministra

Fernanda Machiaveli afirmou que o plano para a agricultura familiar amplia o crédito e reduz juros, com foco em adaptação climática e assistência técnica.

Redação Jornal de Brasília

01/07/2026 10h50

fernanda machiaveli no bom dia, ministra.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, afirmou que o Plano Safra da agricultura familiar, além de ser o maior em crédito, também é o melhor, por ter reduzido a taxa de juros e priorizar a transição ecológica. Segundo ela, a política pública lançada na terça-feira (30) oferece R$ 85,2 bilhões e faz parte de uma curva crescente de ampliação do crédito para o segmento.

Durante participação no programa Bom Dia, Ministra, do Canal Gov, na manhã desta quarta-feira (1º), Fernanda disse que o plano foi voltado para a transição ecológica e acompanha um pacote de assistência técnica para permitir que a agricultura familiar produza com insumos biológicos, cuidando do meio ambiente e dos recursos naturais.

A ministra lembrou que, em 2023, o crédito para a produção de alimentos era de R$ 53 bilhões e estava concentrado na Região Sul. Agora, segundo ela, os recursos passaram a chegar a todas as regiões, com condições mais facilitadas para agricultores familiares do Norte e Nordeste.

Fernanda também destacou medidas do governo para proteger a agricultura familiar dos efeitos da mudança climática, como o Pró-Agro, seguro para quem contrata o Pronaf, e o Garantia Safra, voltado aos agricultores de subsistência do semiárido. O Pronaf mantém ainda uma linha de crédito específica para adaptação climática, com alcance nas regiões Norte e Nordeste.

A ministra informou que o governo publicou nesta quarta-feira (1º) um edital com R$ 413 milhões para adaptação climática na região do semiárido. O apoio prevê R$ 8 mil para cada família, alcançando 60 mil famílias, além de assistência técnica e formação. Os recursos poderão ser usados para implantação de cisterna, energia solar, irrigação, quintal produtivo ou outras tecnologias de adaptação à estiagem.

Ela acrescentou que, para o conjunto do país, seguem abertas linhas de bioeconomia e de tecnificação, com taxa de 2% ao ano para financiar irrigação. Segundo a ministra, dentro do programa Mais Alimentos também há possibilidade de financiar investimentos para adaptação climática, com taxas que vão de 1,5% a 2% ao ano.

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