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Economia

Petrobras estuda duplicar fábricas de fertilizantes para reduzir importações

Estatal quer duplicar produção de fertilizantes nitrogenados e retoma obras da fábrica de Três Lagoas após anos de paralisação

Redação Jornal de Brasília

24/06/2026 16h49

o programa realizado em parceria com a petrobras.jpeg

Foto: Divulgação

NICOLA PAMPLONA
FOLHAPRESS

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (24) que a estatal estuda duplicar todas as suas fábricas de fertilizantes nitrogenados para reduzir a necessidade de importações do país.

Magda se reunirá nesta quinta-feira (25) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Três Lagoas (MS) para celebrar a retomada da chamada UFN-3, que teve as obras paralisadas após o início da Operação Lava Jato, em 2014.

A Petrobras aprovou a retomada do projeto em 2024. Em abril, o conselho de administração da companhia deu aval à contratação das obras. O evento com Lula é o sexto do ano, em um esforço para garantir palanque ao presidente antes de restrições do período eleitoral.

A fábrica de Três Lagoas está com 85% das obras concluídas, e a Petrobras estima um custo adicional de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões) para conseguir iniciar as operações. A expectativa é que as obras comecem ainda neste ano, com inauguração entre o final de 2028 e o início de 2029.

“Estamos retomando algumas obras e construções com as quais nos comprometemos no passado e que foram entendidas como não viáveis no meio do caminho”, disse Magda. “As condições melhoraram, mudaram, e elas são sim econômicas e úteis para o Brasil”.

Entre as grandes obras investigadas pela Lava Jato e retomadas no governo Lula 3, estão a segunda fase da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e a unidade de refino do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), rebatizado de Complexo de Energias Boaventura.

A Petrobras chegou a iniciar também obras de uma fábrica de fertilizantes em Uberaba (MG), mas o projeto não foi muito além de uma cerimônia de lançamento de pedra fundamental, que contou com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff.

Magda disse nesta quarta que ainda não há definição sobre a duplicação das fábricas existentes -são três em operação e a de Três Lagoas, em construção- mas que a empresa entende que é melhor ampliar instalações existentes do que construir novas.

“Estamos estudando e com muita vontade de fazer isso porque, antes de tudo, ancora e fideliza uma demanda por gás natural, que é um produto que a Petrobras produz e vai produzir cada vez mais no futuro”, disse ela.

A presidente da Petrobras tem repetido que a estatal terá grandes volumes de gás ainda por muitos anos, já que reinjeta nos poços parte da produção do pré-sal. Precisa, por isso, encontrar mercado para o combustível.

Quando estiver pronta, a fábrica de fertilizantes de Três Lagoas vai consumir 2,2 milhões de metros cúbicos de gás por dia, o que equivale a cerca de 5% do volume que a estatal disponibiliza hoje ao mercado brasileiro.

A unidade terá capacidade para atender 15% da demanda nacional por fertilizantes nitrogenados. O parque da estatal hoje, com fábricas de fertilizantes no Paraná, na Bahia e em Sergipe, consegue atender outros 20%.

As três unidades já existentes estavam paradas, por diferentes motivos, e tiveram a operação retomada recentemente. Lula já esteve na Bahia e em Sergipe para celebrar a retomada.

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