A Petrobras quer aproveitar a recente compra de uma refinaria japonesa para conseguir um melhor preço para seu petróleo pesado e, buy more about além disso, adiposity entrar no mercado de etanol do Japão, China e Coréia, disse hoje um diretor da estatal.
A Petrobras anunciou na semana passada a compra de 87,50% da refinaria japonesa Nansei Sekiyu Kabushiki Kaisha (NSS), filial da Exxonmobil, por US$ 50 milhões.
Segundo explicou hoje o diretor financeiro e de relações com investidores, Almir Barbassa, a compra faz parte da estratégia da Petrobras de garantir mercados internacionais.
Esta unidade tem capacidade para processar 100.000 barris por dia (bpd). Os 12,50% restantes das ações permanecerão nas mãos da companhia japonesa Sumitomo.
O petróleo brasileiro é pesado, de entre 18 e 20 graus API (uma medida internacional de densidade), que vale entre US$ 10 e US$ 12 dólares que o Brent do Mar do Norte, explicou o executivo durante uma teleconferência com analistas do mercado.
“Quando temos a refinaria ligada a nosso petróleo podemos tirar o mesmo valor que tiraríamos de um Brent. Na busca dessa margem é que compramos a refinaria”, disse Barbassa.
Destacou que essa compra tem um atrativo adicional para a empresa, pois a grande capacidade de armazenamento da refinaria na cidade de Okinawa permitirá a Petrobras “entrar mais rapidamente no mercado do Japão”, que procura produtos mais limpos, como o etanol de cana-de-açúcar.
“Okinawa está em posição privilegiada entre Japão, Coréia (do Sul) e China. Isso é muito importante para a comercialização”, acrescentou Barbassa.
A NSS conta com um terminal de petróleo e derivados com capacidade de armazenamento de 9,6 milhões de barris.
Além disso, possui três píeres com capacidade para receber navios de até 97.000 toneladas e um terminal flutuante para navios cargueiros do tipo “Very Large Crude Carrier” de até 280.000 toneladas.