Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Economia

Paulo Guedes vê recessão no exterior, mas diz que Brasil terá ‘longo ciclo de crescimento’

Guedes disse que a inflação e o índice de desemprego devem começar a cair, enquanto o crescimento deve chegar a quase 2% neste ano

Foto: Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira, 28, que o ambiente econômico externo ainda vai piorar, diferentemente do cenário brasileiro, que, segundo ele, está no início de um “longo ciclo de crescimento”.

O otimismo do ministro, demonstrado durante a palestra de abertura do Painel Telebrasil 2022 Summit, foi justificado por ele próprio ao citar privatizações e concessões. “Estamos falando de um trilhão de investimentos em dez anos.”

Guedes disse que a inflação e o índice de desemprego devem começar a cair, enquanto o crescimento deve chegar a quase 2% neste ano.

“É verdade que vai desacelerar, mas não (entrar em) recessão. Em vez de crescer 3%, vamos crescer 1,7%, 2% ao ano.”

Na última quinta, 23, o Banco Central revisou a projeção para o PIB de 2022 de alta de 1% para 1,7%. E, na sexta, 24, o IBGE divulgou que o a prévia da inflação, o IPCA-15, voltou a acelerar em junho, quando atingiu 0,69%.

Para ele, não há sinais de que a guerra na Ucrânia vai refluir. “O Brasil reagiu fulminantemente, e vamos continuar reagindo.

E vai haver realmente haver recessão lá fora, na América, Europa”, continuou Guedes, citando que os americanos ficaram entre 20 e 30 anos sem aumento de salários na indústria, e que os países agora enfrentam o “fim do trabalho barato do outro lado do mundo”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Mesmo antes disso (da guerra) bons economistas já sabiam que o mundo estava no fim de longo ciclo de globalização”, disse.

O ministro aproveitou para falar sobre o aumento do valor do Auxilio Brasil, de R$ 400 para R$ 600. “Se a guerra escala, nós lançamos uma camada de proteção para camadas mais vulneráveis. O Congresso deve lançar uma camada adicional de R$ 200 no valor do Auxílio Brasil”, disse.

Estadão Conteúdo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE








Você pode gostar