O ministro da Energia argelino, order Chakib Khelil, disse hoje, em Viena, que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve tomar “sérias medidas” caso os preços do petróleo não voltem a subir até o final de maio.
Khelil relacionou diretamente o aumento do preço do petróleo com a atuação do Grupo dos Vinte (G20, os países mais ricos e os principais emergentes) para resolver a crise.
Em declarações a um grupo de jornalistas, em Viena, o ministro argelino demonstrou confiança em uma possível tomada de decisão do G20 – que se reúne no próximo dia 2, em Londres – para ajudar a desbloquear o fluxo de capitais e dar “esperança” aos mercados.
“Não há outra opção, (os integrantes do G20) têm que sair com um resultado”, disse Khelil.
Caso a reunião do grupo consiga injetar otimismo nas bolsas internacionais, o argelino espera que o preço do barril de petróleo mantenha uma tendência estável ou em alta, seguindo os pregões, e se recupere lentamente rumo aos US$ 60 até o final do ano.
No entanto, se isso não ocorrer e as cotações do barril (atualmente em torno dos US$ 45) voltarem à tendência de baixa, a Opep provavelmente fará um acordo para um novo corte de sua oferta.
A conferência ministerial da organização, que controla cerca de 40% da produção mundial de petróleo, decidiu no domingo, em Viena, manter a decisão do corte de 4,2 milhões de barris diários (mbd) e continuar a produzir os 24,8 mbd, medidas adotadas em dezembro do ano passado para incentivar a recuperação dos preços.
Chakib Khelil disse que a Opep “fez sua parte do acordo” e que espera que o G20 “faça a sua”.
O ministro argelino acrescentou que “seria razoável” que o preço do barril de petróleo ficasse entre US$ 70 e US$ 80, mas lamentou que os países industrializados não tenham se pronunciado a respeito – uma questão que não foi solucionada e que deveria ser discutida.
Essa faixa de preço não só ajudaria os países produtores de petróleo, como também incentivaria a indústria de energia renovável, como a solar.
Sobre o contato estabelecido com o novo Governo dos Estados Unidos, Khelil comentou que o país está muito interessado em uma nova política de favorecer o controle da demanda mediante o uso mais eficaz da energia e o desenvolvimento de novas energias, que tornem a maior economia mundial menos dependente do petróleo.