Menu
Economia

Minha Casa, Minha Vida amplia Faixa 4 para classe média com juros acessíveis

Famílias com renda entre R$ 9.600 e R$ 13 mil agora financiam imóveis até R$ 600 mil com taxas de 10,50% via FGTS.

Redação Jornal de Brasília

11/05/2026 18h58

entrega simultânea do minha casa, minha vida (df). (1)

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A assistente jurídica Ananda Procópio, de Fortaleza (CE), representa o perfil de famílias que agora podem realizar o sonho da casa própria graças à ampliação da Faixa 4 do programa Minha Casa, Minha Vida. Com renda familiar entre R$ 9.600 e R$ 13 mil mensais, Ananda e seu noivo enfrentavam dificuldades para acessar financiamentos acessíveis, pois sua renda os excluía de subsídios maiores, mas não os tornava elegíveis para condições de mercado favoráveis.

A Faixa 4 foi criada em abril de 2025 e ampliada em abril de 2026 para atender exatamente esse público intermediário. As novas regras, aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS e regulamentadas pelo Ministério das Cidades, elevaram o limite de valor dos imóveis para R$ 600 mil na Faixa 4 — um reajuste de 20% em relação aos R$ 500 mil anteriores. Na Faixa 3, o teto subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil.

Embora as Faixas 3 e 4 não contem com subsídios diretos, oferecem condições de crédito atrativas. Cotistas do FGTS na Faixa 4 acessam juros de 10,50% ao ano, inferiores aos 12% ou mais do mercado livre, com prazos de até 35 anos e possibilidade de usar o fundo para entrada, amortização e abatimento de parcelas. Ananda destaca a importância dessa mudança: ‘Agora, estamos muito otimistas. Vejo isso como a oportunidade real de finalmente tirarmos o sonho do papel e garantirmos nosso teto — seja casa ou apartamento, mas que seja o nosso primeiro lar.’

Os perfis beneficiados incluem profissionais formais comprando o primeiro imóvel, famílias em ascensão trocando de moradia e pais financiando com filhos como titulares. O Ministério das Cidades estima que 87,5 mil famílias serão impactadas, com 8,2 mil novas inclusões na Faixa 4 e 31,3 mil na Faixa 3 devido à redução nos juros.

O programa tem impulsionado o setor habitacional: desde 2023, contratou mais de 1,9 milhão de unidades com investimentos públicos acima de R$ 300 bilhões. A meta é alcançar 3 milhões de moradias até o fim de 2026, 50% acima do planejado inicialmente, com orçamento recorde de R$ 200 bilhões para habitação em 2026. Roberto Carlos Ceratto, vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, observa aumento nas simulações e propostas desde a alteração: ‘Parece uma mudança simples, mas é muito emblemática na vida das pessoas.’

O presidente Lula reforçou a iniciativa durante anúncio de medidas para o setor habitacional em Brasília no mês passado: ‘Todo mundo quer trocar o aluguel pela prestação da casa.’ Simulações podem ser feitas pelo aplicativo de habitação da Caixa ou em agências bancárias.

As faixas de renda urbana atualizadas são: Faixa 1, até R$ 3.200/mês; Faixa 2, de R$ 3.200 a R$ 5.000/mês; Faixa 3, de R$ 5.000 a R$ 9.600/mês; e Faixa 4, de R$ 9.600 a R$ 13.000/mês.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado