O aumento de 1,3 ponto porcentual na taxa de desemprego entre 2008 para 2009 revela que houve problemas na absorção de mão de obra no ano passado, afirmou o economista Carlos Henrique Leite Corseuil, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), durante apresentação do comunicado Pnad 2009 – Primeiras Análises: O Mercado de Trabalho Brasileiro em 2009. “Houve aumento expressivo da taxa de desemprego entre 2008 e 2009, embora seja uma das menores da década.”
Um dos motivos foi o fato de o crescimento da população em idade ativa ter sido superior ao do aumento do total de ocupados. Nesta década, isso havia acontecido apenas em 2003. O crescimento da taxa de desemprego para 9,1% em 2009 se deve ao aumento de pessoas procurando emprego. “Não foram gerado postos de trabalho suficientes para, pelo menos, manter a taxa de desemprego de 2008. Por outro lado, aumentou a taxa de participação de 2008 para 2009”, disse. “A população economicamente ativa aumentou mais do que a população em idade ativa. Houve realmente uma pressão no mercado de trabalho”, explicou.
O movimento está relacionado ao aumento de mulheres procurando emprego. “Em época de crise, é comum. Uma mulher que não tinha ocupação, porque não precisava, em momento de crise passou a procurar uma ocupação para que fosse possível complementar o rendimento do domicílio”, explica. A participação feminina na população economicamente ativa subiu de 48,8% para 49,7% em 2009.
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