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MEIs foram 80% das 5,2 milhões de empresas abertas na pandemia

A abertura de empresas foi mais acentuada na Região Sudeste. O estado de São Paulo, com 1,5 milhão, é o líder no ranking de novos CNPJ’s, seguido de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, com aproximadamente 500 mil cada

Em meio a crise causada pela pandemia da Covid-19, o Brasil registrou a abertura de 5,2 milhões de empresas, sendo que 80% do total é formado por microempreendedores individuais (MEIs). Segundo um levantamento conduzido pela empresa de big data Neoway, os novos CNPJ’s respondem por 25% dos mais de 20 milhões de cadastros ativos do país.

A abertura de empresas foi mais acentuada na Região Sudeste. O estado de São Paulo, com 1,5 milhão, é o líder no ranking de novos CNPJ’s, seguido de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, com aproximadamente 500 mil cada.

A especialista em empreendedorismo Juliana Guimarães explica que o crescimento do empreendedorismo é um fenômeno natural que foi intensificado na pandemia. É um empreendedorismo por necessidade.

“Muitas pessoas perceberam que podem trabalhar de casa. E em um cenário onde as empresas estão contratando menos para reduzir custos é natural que aumente o número de pessoas empreendendo. Algumas também começaram a empreender por necessidade. Perderam os empregos e precisaram se virar”, enfatiza o especialista.

Os MEI’s também foram a parcela mais impactada pela pandemia. Metade dos 2,1 milhões de fechamentos entre os dias 1 de março de 2020 e 13 de setembro de 2021 corresponde a microempreendedores individuais.

O setor de prestação de serviços, que respondeu a 63% dos fechamentos, e o de comércio, com 25%, foram os mais prejudicados pela crise.

Coworkings

Nos últimos tempos, o mercado de coworkings cresceu de forma exponencial no Brasil, movimentando mais de R$ 120 milhões em todo o país. No ano passado, a pandemia causada pelo novo coronavírus, inicialmente gerou incerteza quanto aos próximos avanços do ramo. Entretanto, o mercado se adaptou, e agora o “escritório do futuro” transformou-se no escritório do presente.

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Para se ter uma ideia, o período de quarentena por conta do avanço da Covid-19 fez com que 46% das empresas adotassem o home office em 2020. Entretanto, ao mesmo tempo em que os escritórios ficaram vazios, surgiu uma nova necessidade: repensar o espaço de trabalho.

Novos empreendedores também têm buscado os coworkings como espaço para trabalho. Para Flávio Mikami, proprietário do Espaço 365 (705 Norte), o serviço de endereço fiscal vem para auxiliar o empreendedor a reduzir custos de operação e manter-se devidamente legalizado para o desempenho de suas atividades.

Com planos a partir de 69,90 é possível utilizar o endereço do coworking, localizado próximo ao centro da capital federal, nas atividades comerciais e fiscais de sua empresa.

“Se o empreendedor colocar na ponta do lápis o valor de um aluguel, condomínio, manutenção verá que pode encarecer muito a operação. Para quem está começando seu sonho, então, pode até impossibilitar que ele seja iniciado, pois neste momento, cada centavo faz a diferença”, destaca Flávio.

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Na pandemia, o serviço que era prestado cresceu bastante. O Espaço 365 registrou um aumento de 80% na procura por endereços fiscais. Este tipo de serviço representa 55% dos contratos com o coworking e 20% do faturamento da empresa.

“Percebemos muitos empreendedores migrando de escritórios físicos para o nosso serviço de endereço fiscal. Muitos, justamente com a intenção de contenção de custos e por ter se tornado desnecessário a manutenção de um escritório físico”.

Geralmente, outros benefícios vêm acoplados com o uso de endereços fiscais. No coworking de Flávio, é possível receber encomendas e correspondências que ficam guardadas nos armários protegidos, diária para uso no coworking e descontos nos demais serviços, como uso de salas privativas para reuniões.

Pensando no avanço dos coworkings, a empresária Bruna Cobo decidiu abrir o primeiro espaço colaborativo voltado para a beleza no Distrito Federal. O espaço Mani fica em Samambaia, a 26 km do centro de Brasília, e foi inaugurado no dia 5 de junho.

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O espaço fica na QN 406 e funciona como um coworking, mas voltado para os serviços de beleza. O profissional pode locar uma sala no ambiente e atender os clientes com conforto e segurança.

“O Mani Smart Collab é um espaço completo, aconchegante e muito completo. Temos serviços de manicure e pedicure, escalda pés, design de sobrancelha, depilação e claro… aquele cafezinho”, explica.

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