O presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalhará para diversificar as exportações do Brasil à China na viagem que fará ao país asiático na semana que vem, ask disse hoje o ministro da Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.
Durante sua visita à China, entre segunda-feira e quarta-feira da semana que vem, Lula estará acompanhado de uma caravana de 240 empresários brasileiros que tentarão aprofundar as relações comerciais com o maior comprador mundial de produtos do Brasil.
Entre outras atividades, o presidente deve aproveitar a viagem para pedir às autoridades chinesas para que acelerem a concessão de licenças fitossanitárias aos frigoríficos brasileiros, com o objetivo de impulsionar as exportações de carne.
A comitiva de Lula também tentará fechar um acordo para a exportação de 25 aviões da Embraer, no qual “só falta a assinatura do Governo chinês”, assegurou o ministro em entrevista coletiva.
Além disso, o presidente tentará promover a tecnologia de motores flex, o que, segundo Jorge, abriria um “mercado espetacular e de alto valor agregado”, já que a China fabrica 880 mil automóveis por ano.
“Nosso problema atual é que 76,9% de nossas exportações para a China estão concentradas em matérias-primas, o que não ocorre com outros países”, explicou o ministro.
As vendas de produtos do gênero, como minério de ferro, petróleo, soja e derivados, cresceram 86,3% entre janeiro e abril, o que contribuiu para um salto de 64,7% no total das exportações brasileiras para o gigante asiático.
Nesses quatro meses, o Brasil exportou US$ 5,6 bilhões à China (12,9% do total), o que transformou o país no principal destino de produtos brasileiros, superando os Estados Unidos pela primeira vez na história.
Lula também deve promover os investimentos da China em território brasileiro, que entre 2002 e 2008 somaram apenas US$ 99 milhões, cerca de um terço do que o Brasil investiu em terras chinesas.
Para isso, o Governo federal deve fechar um acordo com a China para inaugurar em Pequim um escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX).
A delegação da Petrobras que acompanhará Lula também estudará a possibilidade de fechar acordos com sua similar chinesa para empreender projetos de prospecção de petróleo em águas profundas nesse país, segundo Jorge.