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Economia

Lucro da Petrobras cai 7% no primeiro trimestre, para R$ 32,6 bilhões

Pelo desempenho, a empresa anunciou a distribuição de R$ 9,3 bilhões em dividendos a seus acionistas. O valor será pago em duas parcelas, em agosto e setembro.

Redação Jornal de Brasília

11/05/2026 21h47

Foto: Agência Brasil

NICOLA PAMPLONA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

A Petrobras registrou lucro de R$ 32,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a estatal, o balanço ainda não trouxe efeitos da escalada do petróleo após o início da guerra no Irã.


Pelo desempenho, a empresa anunciou a distribuição de R$ 9,3 bilhões em dividendos a seus acionistas. O valor será pago em duas parcelas, em agosto e setembro.


Nos primeiros três meses de 2026, a Petrobras registrou recorde de produção de petróleo e gás, com 3,2 milhões de barris por dia, alta de 16% com relação ao mesmo período do ano anterior. Deste total, 2,5 milhões de barris referem-se apenas a petróleo.


O desempenho refletiu o aumento da produção nas plataformas P-78, no campo de Búzios; Alexandre de Gusmão, no campo de Mero; Anna Nery e Anita Garibaldi, nos campos de Marlim e Voador.


A empresa também anunciou crescimento de 6,4% nas vendas de combustíveis, como parte de uma estratégia de priorizar a produção interna a importações. Foram 1,8 milhão de barris de combustíveis produzidos por dia, contra 1,7 milhão no primeiro trimestre de 2025.


A alta foi quase toda na produção de diesel e QAV (querosene de aviação), produtos que o conflito mais impactou. A produção de diesel S-10 nas refinarias da estatal, por exemplo, atingiu no trimestre o recorde de 512 mil barris por dia.


O fator de utilização das refinarias da estatal chegou a 95%, contra 90% do mesmo período do ano anterior. Em março, já após o início da guerra, o indicador ultrapassou os 97%, maior patamar desde 2014, informou a empresa.


Com maior produção local, as importações de diesel pela empresa caíram 26%. O produto foi o mais afetado após o início do conflito no Oriente Médio, com os preços internacionais subindo mais de 90% em seis semanas.


Para tentar minimizar os repasses ao consumidor brasileiro, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) zerou impostos federais e lançou dois programas de subsídio ao combustível, um deles com apoio dos estados. A Petrobras foi a primeira empresa a aderir.

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