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Economia

‘Há uma simbiose entre saúde e ambiente’, diz presidente da Fiocruz

Arquivo Geral

29/05/2012 13h55

Na última rodada de negociação para o documento final da Rio+20, que começa hoje em Nova York, a expectativa de pesquisadores brasileiros é de que o tema saúde e clima sejam incluídos nos debates. Diante da falta de menção ao assunto no Rascunho Zero, preparatório para o documento “O futuro que queremos”, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) encaminhou ao governo federal relatório em que aponta a relação entre degradação ambiental e risco à saúde, para ajudar a embasar as discussões.

O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, fala do desapontamento pela omissão do documento oficial. “Há uma relação simbiótica entre saúde e ambiente. E a face mais visível é a deterioração da qualidade de vida e da saúde”. A Fiocruz preparou documento pleiteando que o tema saúde entre nos debates da Rio+20.

“A consequência imediata da redução da biodiversidade é a exposição maior do ser humano ao surgimento de doenças emergentes, como hantavirose. O aquecimento global leva a agravos diretos, como é o caso das doenças pulmonares associadas à poluição”, disse Gadelha, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. “Áreas de clima temperado, onde antes não circulavam vetores da malária, dengue, passam a ter condições climáticas para a expansão desses mosquitos. Há uma relação simbiótica entre saúde e ambiente”, acrescentou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

AE

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