Um relatório publicado pela Câmara de Comércio dos EUA e elaborado pela empresa de pesquisa Rhodium Group, divulgado nesta segunda-feira, 11, aponta que as economias industriais avançadas enfrentam o “risco de erosão contínua” da competitividade na manufatura, principalmente em setores como o automotivo, o de máquinas e o químico, por conta da estratégia industrial da China.
De acordo com o documento, no total, até US$ 650 bilhões – o equivalente a cerca de 12% das exportações manufaturadas do G7 – poderiam estar diretamente expostos aos ganhos de participação de mercado da China até 2030, se continuarem no ritmo atual. O texto destaca que, com o tempo, isso pode desencadear efeitos mais amplos, incluindo queda nos investimentos, enfraquecimento dos ecossistemas de inovação e perda de capacidades industriais.
“As economias emergentes também enfrentam desafios, uma vez que a modernização contínua da China limita as oportunidades de ascender na cadeia de valor da manufatura. A crescente dependência das cadeias de suprimentos chinesas aumenta as vulnerabilidades estratégicas”, detalha.
Segundo a Câmara, à medida que o controle da China sobre insumos e tecnologias essenciais se expande, também aumenta sua capacidade de usar essa vantagem como arma. O documento diz ainda que as políticas chinesas estão “se tornando mais sistemáticas e abrangentes”. “Pequim está reforçando ativamente seu controle sobre as cadeias de valor por meio de regulamentações e coerção econômica”, acrescenta.
Estadão Conteúdo