A proposta é sempre tentadora. Produtos a preços promocionais, symptoms descontos em compras e até mesmo brindes para os consumidores. Os programas de fidelidade oferecidos por inúmeras empresas nunca foram tão procurados. Estima-se que só uma companhia aérea detém mais de 5, drug 5 milhões de clientes no País. Muitas vezes, tadalafil basta fornecer poucos dados pessoais para conseguir o benefício. Mas todo cuidado é pouco. Especialistas apontam que o cliente precisa estar bastante atento para administrar o orçamento mensal e não se endividar.
Comprar passagens aéreas costuma pesar bastante no bolso do consumidor. Devido a isso, as companhias aéreas têm investido em facilidades de crédito e milhagens para os clientes. O programa de fidelidade da empresa aérea TAM, por exemplo, completou 15 anos, alcançando milhões de associados. “Atingimos um recorde de distribuição de passagens-prêmio, com uma média de quatro bilhetes emitidos a cada minuto”, afirma a diretora de Marketing da companhia, Manoela Amaro. Desde 2005, a empresa começou a expandir o programa com parcerias com bancos, hotéis, restaurantes e locadoras de veículos.
E não é só empresas de passagens aéreas que investem em vantagens para os clientes. O Grupo Pão de Açúcar lançou o primeiro programa de relacionamento do varejo brasileiro, o Mais. Ao todo, são quase dois milhões de clientes cadastrados em todo o País. Esse público responde a quase 40% do faturamento da rede Pão de Açúcar. Em Brasília, são 140 mil pessoas cadastradas. O gerente do Programa Mais, Renato Caetano Junior, explica que a cada R$ 1 gasto, o consumidor ganha um ponto que é convertido em vale-compras.
Preferência por milhagens
A advogada Natanry Ibiapina, 33 anos, nunca teve interesse em adquirir cartões de lojas. Em contrapartida, os cartões de fidelidade das companhias aéreas são muito utilizados por toda a família. “As compras que faço no cartão de crédito são revertidas em pontos de milhagens. Dessa maneira, viajo com meu marido e filhos sem gastar nada”, afirma. Segundo ela, os pontos acumulados dão direito a inúmeros vôos de ida e volta por ano.
O administrador Guilherme Linzmayer fez um cartão de crédito de uma empresa aérea para ter mais vantagens na hora de comprar passagens. Fidelizado, ele poderia ter prioridade nas promoções de passagens aéreas e parcelar suas compras. As vantagens não supriram os prejuízos. “Só usei o serviço uma vez. Não consegui comprar parcelado. Tive de pagar à vista.
Depois vi que os juros eram altos, de 6%”, lembra Guilherme. Agora, a preferência é por usar o cartão de crédito normal, que parcela as compras com juros menores. “Comprei uma passagem para Curitiba com meu cartão do banco. Para parcelar, vale mais a pena”, explica. A outra opção do administrador para continuar tendo vantagens na hora de viajar foi o cartão de milhas, que é de graça. “Bem melhor. Não pago anuidade. Sempre que viajo, coloco o número e a senha do cartão e ganho milhas para viajar outra vez”, diz Guilherme.
Para a empresária Juliana Galego, 32 anos, as lojas de Brasília ainda não aprenderam a fidelizar os clientes, como ocorre frequentemente em São Paulo e fora do Brasil. “Há pouquíssimas vantagens e descontos aqui. A maioria dos meus cadastros é feito em lojas fora da cidade. Eles oferecem, no máximo, um serviço de entrega dos produtos”. A empresária defende que compra sempre pela qualidade do produto. Mas quando as lojas oferecem descontos é sempre mais vantajoso para o cliente. O serviço de fidelidade das companhias aéreas, por outro lado, é bastante utilizado pela empresária.
É preciso cautela
O professor de Economia da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Piscitelli avalia que os cartões de fidelidade oferecem diversos benefícios para o consumidor, mesmo que sejam poucos. Não é por menos que restaurantes, lanchonetes, drogarias, lojas de eletrodomésticos e de departamento, e até times de futebol já aderiram a essa modalidade para fidelizar a clientela. “As propostas são sempre atraentes e interessantes. Mas o cliente precisa estar atento aos riscos e exageros que esse bônus pode acarretar”, defende. Afinal, cada cartão é um custo a mais para ser administrado.
As companhias aéreas, segundo o economista, não oferecem contratos de exclusividade. “Você pode aproveitar o que elas têm de melhor com relação a tarifas e horários de vôos. É um serviço bastante econômico para uma família que pretende planejar as férias, por exemplo”, destaca. Com relação aos cartões de lojas, o especialista ressalta que o consumidor precisa analisar se é realmente necessário.
“O cliente tem que frequentar constantemente o estabelecimento para compensar. Caso contrário, é desnecessário pagar a anuidade”, recomenda. De acordo com o especialista, uma pessoa consumista precisa tomar cuidado com o uso excessivo destes cartões. Os pagamentos crédito precisam ser, acima de tudo, muito bem planejados.
Telefonia
As operadoras de telefonia, por outro lado, oferecem uma gama de benefícios de acordo com o perfil aquisitivo do consumidor. Isso, segundo o economista, dificulta saber se é ou não vantajoso para o cliente. “As empresas criam muitos obstáculos para os clientes mudarem de plano, serviço e até mesmo de celular”, reconhece. A fidelidade com clientes ainda é um assunto delicado para as operadoras. Os serviços, na maioria das vezes, são oferecidos de acordo com o perfil do usuário. Por esse motivo, nenhuma operadora revela, de fato, o número de clientes que detém no País. Muito menos as opções que os clientes podem adquirir para um determinado plano.