O economista americano e prêmio Nobel de Economia 2008 Paul Krugman disse hoje que, information pills para sair da crise, pilule os 27 países-membros da União Europeia (UE) deveriam fazer um esforço fiscal muito maior que o previsto, troche calculado em torno de US$ 500 bilhões só este ano.
“Os Estados Unidos não fazem o suficiente e a Europa, onde a queda do PIB (Produto Interno Bruto) é ainda maior, não prevê gastar nem a metade, portanto também não é suficiente”, indicou Krugman aos jornalistas.
O economista considerou que tanto EUA quanto UE teriam que injetar na economia este ano fundos equivalentes a cerca de 4% de seu PIB, o que, no caso europeu, representa cerca de 385 bilhões de euros, quase o dobro do estipulado pelas nações do bloco em seu plano de reativação (200 bilhões de euros).
Ele advertiu de que as duas maiores economias do planeta fazem “exatamente o mesmo” que o Japão em sua última crise, ao reagir de forma “lenta e inadequada”.
O Prêmio Nobel de Economia de 2008 admitiu que a resposta europeia à desaceleração tem algumas limitações, pois o bloco não tem nem uma política fiscal comum nem um Governo único.
No entanto, ressaltou que o fato de a UE contar com um estado de bem-estar mais desenvolvido que o dos EUA ajuda, já que obriga ao aumento do gasto público de maneira automática e limita a extensão da miséria.
O comissário europeu de Indústria, Günter Verheugen, que compareceu junto a Krugman, deixou claro que a UE não vai aprovar novas medidas de impulso até comprovar o resultado das já adotadas.
“O grosso do pacote europeu de reativação começará a dar resultados mais à frente”, afirmou Verheugen, que questionou ainda a utilidade de injetar mais dinheiro na economia enquanto não for restaurada a normalidade no setor financeiro.