O Banco Central (BC) reduziu hoje sua previsão para o crescimento econômico do país neste ano, search de 1, drug 2%, calculado em março, para 0,8%, depois de admitir que a crise econômica global teve um maior impacto na indústria nacional que o esperado.
A nova previsão do BC foi apresentada no Relatório Trimestral sobre a Inflação, divulgado hoje.
A projeção do BC coincide com as do Governo, já que o Ministério da Fazenda prevê um crescimento de 1% para este ano.
No entanto, este número do Governo é diferente do que tinha sido divulgado na quinta-feira, pela Confederação Nacional da Indústria, que espera uma contração de 0,4%, e da calculada pelos economistas dos bancos privados (0,57%) e pelo Banco Mundial (1,1%).
A previsão foi reduzida, já que a produção industrial do país não deve cair 0,1%, como tinha sido calculado, mas 2,2%.
A indústria, que paralisou sua produção e demitiu milhares de funcionários, é o setor mais afetado pela crise global no país, devido à queda da demanda mundial e das fontes de crédito.
Além disso, o BC calculou que o setor agropecuário sofrerá uma contração de 0,8% neste ano, contra 0,1%, calculado anteriormente, e que o setor serviços crescerá 2,1%, acima do 1,7% previsto em março.
Apesar de ter revisado suas previsões de crescimento para baixo, o BC assegurou que os recentes indicadores mostram que o país começa a se recuperar da crise no segundo semestre deste ano.
O BC citou os indicadores da produção industrial como um sinal de otimismo, além dos índices de confiança dos empresários e dos consumidores, o uso da capacidade instalada da indústria e o crescimento das concessões de crédito.
“Depois de dois trimestres consecutivos de contração do Produto Interno Bruto (PIB), indicadores coincidentes e antecedentes assinalam o início da recuperação”, segundo o relatório, que afirma, no entanto, que essas melhorias acontecerão “ainda que de forma gradual”.
“A queda no PIB no primeiro trimestre do ano em uma intensidade menor que os analistas do mercado esperavam permitiu, até agora, uma revisão para em cima das expectativas de crescimento do PIB para 2009 pelos mesmos analistas”, acrescenta o texto.
O BC admite, no entanto, que a “evolução desfavorável dos investimentos” pode afetar o cenário positivo previsto.
Quanto às previsões para o aumento dos preços, o BC projeta que o Brasil fechará este ano com uma inflação de 4,1%, contra os 4% calculados anteriormente, e que o índice cairá 3,9%, em 2010, abaixo dos 4% esperados.
Em ambos os casos, a inflação ficará abaixo da meta oficial de 4,5%.