O dólar comercial fechou em alta de 0,74% nesta terça-feira (3), cotado a R$ 5,486, após superar os R$ 5,50 durante o pregão. Foi o primeiro dia útil de novembro e um dos sessões mais cautelosas do mercado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de outubro.
A moeda norte-americana subiu pressionada pelas incertezas sobre a condução da política fiscal do governo e pela expectativa em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic, prevista para esta quarta-feira (4). O índice do dólar (DXY) contra outras moedas fortes também subiu, fechando em 101,850 pontos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça que as propostas do economista André Lara Resende, que sugerem mudanças no regime monetário, apresentam deficiências e não estão em discussão no governo. Durigan defendeu um ajuste fiscal gradual para as contas públicas.
A atenção ao cenário doméstico foi intensificada pelo recuo da bolsa de valores, que registrou a sexta queda seguida. O Ibovespa encerrou o dia com baixa de 1,42%, aos 165.528,92 pontos, o menor patamar desde janeiro.
O boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta terça, elevou a projeção de inflação para 2027 de 4,34% para 4,76%, acima do teto da meta de 4,5%. A estimativa para a Selic no fim de 2027 também subiu, de 11,75% para 12,50%.
O movimento no mercado financeiro nacional ocorreu em meio à realização das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos e à valorização do dólar no exterior. A Petrobras e a Vale, as maiores empresas listadas na bolsa nacional, contribuíram para a pressão sobre o Ibovespa.