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Economia

Dívida bruta do Brasil atinge 82,9% do PIB em agosto, maior nível em cinco anos, mostra BC

A comparação é feita em relação ao PIB para mostrar se a dívida do governo é sustentável. A trajetória da dívida bruta é hoje um dos focos de preocupação do mercado financeiro

Redação Jornal de Brasília

30/09/2026 9h54

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

NATHALIA GARCIA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

A dívida bruta do Brasil seguiu em alta e atingiu 82,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em agosto, o maior nível em cinco anos. No mês, houve elevação de 0,3 ponto percentual. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (30).

A dívida bruta -que compreende governo federal, INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e governos estaduais e municipais- é um dos principais indicadores econômicos observados pelos investidores na hora de avaliar a saúde das contas públicas do país.

A comparação é feita em relação ao PIB para mostrar se a dívida do governo é sustentável. A trajetória da dívida bruta é hoje um dos focos de preocupação do mercado financeiro.

No terceiro mandato do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a dívida bruta subiu mais de 11 pontos percentuais. Em dezembro de 2022, o indicador estava em 71,68% do PIB.

Neste ano, o avanço acumulado do indicador de endividamento é de 4,2 pontos percentuais. O crescimento do endividamento foi influenciado, sobretudo, pelos gastos com juros. Hoje, a taxa básica (Selic) está em dois dígitos, fixada em 13,75% ao ano, e vem tendo redução a conta-gotas.

A dívida líquida, que desconta os ativos do governo, teve aumento de 0,1 ponto percentual no mês e chegou a 69,3% do PIB (saldo de R$ 9,2 trilhões). No acumulado do ano, houve avanço de 4 pontos percentuais.

Ainda segundo dados do BC, o setor público consolidado brasileiro registrou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto.

O montante engloba os resultados do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social), governos estaduais e municipais e de empresas estatais (exceto Petrobras e bancos públicos).

O resultado deficitário foi puxado pelas contas do governo central, com déficit de R$ 14,7 bilhões.

Estados e municípios, por sua vez, tiveram resultado superavitário de R$ 2,7 bilhões e as empresas estatais registraram superávit de R$ 2 bilhões.

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