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Economia

Diego Ivo, CEO da Conversion, dá dicas para aproveitar as redes sociais durante a Black Friday

Arquivo Geral

17/11/2023 0h01

Atualizada 11/12/2024 19h06

Foto: Reprodução

As redes sociais desempenham papel crucial na jornada do cliente. Diego Ivo, CEO e fundador da Conversion, compartilha insights valiosos sobre como as empresas podem otimizar sua presença online para obter melhores resultados durante a Black Friday.

A Black Friday é um evento anual que, para as empresas, representa uma oportunidade única de aumentar as vendas. E como o avanço da tecnologia, que possibilitou a criação de novas plataformas digitais – incluindo as redes sociais -, provocou uma transformação significativa na jornada do cliente nos últimos anos, fazer uso de estratégias de marketing nas redes sociais faz toda a diferença na construção de autoridade, no relacionamento com o público e nas vendas.

Dados do Google, coletados em março de 2023, indicam que 72% das pessoas consultam preços ou informações pelo celular enquanto estão em uma loja. Para o público B2B, a confiança nas marcas se destaca como o principal fator de decisão para 31% dos consumidores, conforme pesquisa realizada pelo Google no segundo semestre de 2022.

Os dados evidenciam a diversidade de interações entre consumidores e marcas na jornada digital, e ressaltam a importância não apenas dos preços e boas ofertas, mas também da confiabilidade e do destaque da marca no mercado.

Por esse motivo, as estratégias de marketing nas redes sociais se tornam indispensáveis na construção e no fortalecimento dos laços de confiança ao longo da jornada do cliente.

O funil de vendas na era digital

Com 74% dos consumidores utilizando as redes sociais para fazer compras, as empresas que querem aproveitar a Black Friday para vender mais precisam, obrigatoriamente, aplicar estratégias de marketing digital para conquistar clientes, aumentar as vendas e o alcance das marcas.

Neste contexto, Diego Ivo, especialista em SEO, fundador e CEO da Conversion, destaca o papel do funil de vendas na era digital. “O ponto inicial é que, muitas vezes, não é necessário construir um funil, mas, sim, entender qual é o funil já existente e, a partir dele, mapear as etapas de acordo com os pontos de contato do lead”, comenta.

Segundo o especialista, no topo do funil é fundamental entrevistar os consumidores porque essa estratégia permite melhor compreensão sobre os pontos de contato do lead. Para as empresas que já seguem uma operação de inbound, Diego recomenda o modelo de autoatribuição. 

“No momento de geração da oportunidade, quando o cliente levanta a mão para contatar durante um período de avaliação (trial), por exemplo, é essencial deixar um campo ‘Como você nos conheceu?’ aberto, sem opções predefinidas”, explica. 

Essa movimentação é indicada porque possibilita entender como o cliente encontrou a marca. Diego complementa dizendo que as ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas como apoio para categorizar as respostas e compreender quais são os canais de entrada.

Na etapa do meio do funil, Diego destaca que é fundamental observar os pontos de contato dos leads e suas interações, já que nesse estágio o foco é a geração de interesse. “Essa é uma fase de construção, onde é analisado o ‘mapa de calor’ dos leads, identificando quais conteúdos são mais relevantes para o público-alvo”, reforça o especialista.

Marketing nas redes sociais

O avanço do meio para o fundo do funil traz uma busca por otimizar ao máximo a transição desses estágios, o que pode ser feito através de alcance orgânico ou pago. No entanto, de acordo com o especialista, na jornada digital do cliente é essencial entender e otimizar o funil em todas as suas etapas para obter resultados eficazes e maximizar o retorno sobre o investimento.

“O grande problema é que o mercado se concentra no fundo do funil, onde as empresas gastam mais da metade da sua verba com anúncios. Por isso, a identificação correta de um funil já existente, em vez de construir um novo, é fundamental neste ponto”, comenta. O especialista ainda indica que, no fundo do funil, o marketing orgânico tem o verdadeiro potencial.

Sobre o potencial da criação de conteúdo para atrair leitores nas redes sociais, Diego ressalta que é necessário compreender os dados dessas redes. Entre eles, o especialista destaca o melhor horário para postar nas redes sociais e a análise e o planejamento do conteúdo. A recomendação é evitar a autopromoção excessiva, prática que não é favorecida pelo algoritmo. 

Para finalizar, Diego indica o uso de plataformas de gerenciamento de redes sociais para manter a frequência necessária, garantir uma presença online constante e monitorar em tempo real a performance das postagens. 

A dica é confirmada por Mónica Medina, Country Manager da LiveDune, plataforma de gerenciamento de redes sociais. Segundo Mónica, o uso dessas ferramentas é especialmente eficaz durante grandes campanhas como a Black Friday porque permite às marcas impulsionar a presença online e atrair mais clientes em potencial.

 

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