Sarah Barros
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O brasiliense encontrará em, pelo menos, 16 padarias e panificadoras da cidade o pão francês com o preço pela metade. A ação faz parte de campanha em comemoração ao Dia Mundial do Pão, celebrado hoje. Segundo o presidente do Sindicato da Alimentação em Brasília (Siab), José Jofre Nascimento, o objetivo é aumentar o consumo do pão de sal, carro-chefe do segmento de panificação. “”É interessante oferecer o preço mais acessível, porque é o pão francês que alavanca a venda de outros produtos disponíveis na padaria”, afirma.
Nascimento assinala, porém, alguns fatores que influenciam os preços, independentemente dos esforços do segmento. Um deles é o impacto das variações no custo da farinha de trigo. Ele explica que 50% do ingrediente é importado pelo Brasil. Os principais fornecedores são a Argentina, os Estados Unidos e o Canadá. “A matéria-prima representa 40% do preço do pão francês e, como é importado, o valor varia de acordo com o mercado internacional”, afirma.
Outro item que carrega o custo é a tributação, que representa 19% da composição do preço do produto. “Por iniciativa do segmento, o Governo do Distrito Federal reduziu, em julho deste ano, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre o pão, de 12% para 7%”, conta. Para ele, foi um avanço no trabalho para que o produto seja isento de impostos. Mas, no caso do DF, a medida não beneficia a todos os estabelecimentos. Isso porque 97% do segmento está enquadrado no Simples Federal, que reúne oito tributos, incluindo o ICMS e o ISS. Esse tributos são recolhidos em um formulário com base numa única alíquota.
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