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Economia

Debate técnico marca primeiro dia da Rio Oil & Gas

Arquivo Geral

17/09/2012 18h22

Sem espaço para intervenções políticas no setor de petróleo e gás, a edição de 30 anos da Rio Oil & Gas, que acontece até quinta-feira no Riocentro, está sendo marcada pelo debate de temas técnicos e, na feira, pela presença de estandes de fornecedores internacionais de bens e serviços.

Logo na abertura do evento, a indústria petroleira e os governos do Estado do Rio de Janeiro e do Espírito Santo tentaram protestar contra a ausência de leilões de novas áreas para a exploração e produção de óleo. No entanto, receberam o retorno enfático do Ministério de Minas e Energia de que não há nada o que fazer até que o Congresso se defina sobre a divisão entre os Estados dos royalties da produção de óleo e gás. “Entendemos o problema da indústria, mas só podemos aguardar”, disse o secretário de Petróleo e Gás do ministério, Marco Antônio Almeida, após participar da cerimônia de abertura do evento.

Ele ressaltou ainda que o governo está tranquilo com o atendimento da necessidade de consumo de óleo e gás do País, porque conta com as reservas do pré-sal, responsáveis por suprir a demanda interna nos próximos dez ou 15 anos, segundo o secretário do Ministério.

Expositores

Sem leilões de áreas exploratórias, a novidade do evento em 2012 são os fornecedores internacionais. O número de estandes permaneceu o mesmo da edição anterior, em 2010. São 1,3 mil empresas expondo no Riocentro, entre operadores, fornecedores e instituições representativas do setor. Contudo, cresceu neste ano a área de exposição, em comparação a 2010, de 36,5 mil metros quadrados para 39,5 mil metros quadrados.

A maior parte do acréscimo de área foi ocupada pelos pavilhões internacionais. São 14 este ano: da Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Itália, Noruega e Reino Unido. Com exceção das petroleiras francesa Total e norueguesa Statoil, que já participaram de eventos anteriores, em 2012 a maior parte dos pavilhões internacionais foi ocupada por empresas fornecedoras de equipamentos e serviços.

Para dar conta dos desafios do pré-sal e das oportunidades em reservatórios não convencionais, que devem pautar a atividade exploratória na bacia sedimentar brasileira nos próximos anos, as sessões técnicas da Rio Oil & Gas mereceram atenção especial do público visitante. O Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) contabilizou 3 mil inscritos para participar dos debates técnicos até o início do evento. A expectativa é de que este número aumente até o fim das conferências na quinta-feira.

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