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Economia

Corte de R$ 50 bilhões é recorde e inclui suspensão de nomeações e concursos

Arquivo Geral

10/02/2011 7h35

Isaac Marra
e Fabrício Fernandes
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

O Governo Federal exercerá rígido controle sobre a folha de pagamento por meio de auditoria externa e da instituição de mecanismos de alerta sobre eventuais irregularidades, além de cortes de 50% nas despesas com diárias  e passagens de servidores. Tudo isso para assegurar o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento Anual da União, que caiu de R$ 769,9 bilhões para R$ 719,9 bilhões devido à redução da receita projetada.

 

O valor é o equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e riquezas produzidos pelo País. As medidas foram anunciadas, ontem, pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Ministério do Planejamento.

 

Outro dispositivo para garantir o corte será a conclusão de auditorias em andamento em 61 universidades públicas federais para identificar e eliminar eventuais distorções, especialmente no que diz respeito à concessão de gratificações.  As auditorias externas deverão ser tocadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que já mantém contrato com o governo.

 

Outras medidas, como a  redução de gastos administrativos por meio da proibição de aquisição, reforma e aluguel de imóveis, e da compra de veículos de uso administrativo, compõem o elenco de iniciativas destinadas a “fazer o governo produzir mais com menos”, como frisou a ministra Miriam. Em coro à colega, Mantega disse que “a escassez de recursos vai obrigar a máquina pública a fazer o dinheiro render mais, revertendo os estímulos concedido entre 2009 e 2010 por conta da crise financeira internacional”.
O corte no Orçamento prevê realização de compras compartilhadas de  materiais e serviços, iniciativa testada com

 

O sucesso nos ministérios da Educação – que racionaliza a aquisição de produtos farmacêuticos para hospitais universitários –, e os do Planejamento, Previdência Social e Fazenda, que compartilham a compra de microcomputadores e papel.

 

 

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (10) do Jornal de Brasília

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