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Economia

Companhias aéreas projetam número de passageiros próximo do recorde em 2023

Companhias aéreas, que devem registrar lucros de 9,8 bilhões de dólares (48,5 bilhões de reais), ou seja, o dobro do que era projetado

Redação Jornal de Brasília

05/06/2023 7h24

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

As companhias aéreas esperam transportar 4,35 bilhões de passageiros no mundo este ano, número próximo do recorde de 4,54 bilhões em 2019, antes da pandemia de covid-19, anunciou nesta segunda-feira (5) a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), reunida para a assembleia geral em Istambul.

A vigorosa retomada do tráfego aéreo, estimulada, entre outros fatores, pela reabertura da China, significará o retorno aos resultados positivos para as companhias aéreas, que devem registrar lucros de 9,8 bilhões de dólares (48,5 bilhões de reais), ou seja, o dobro do que era projetado até agora pela IATA.

As empresas também reduziram pela metade a estimativa de perdas para 2022, a 3,6 bilhões de dólares (17,8 bilhões de reais).

O faturamento global das companhias aéreas deve alcançar 803 bilhões de dólares, próximo dos US$ 838 bilhões de 2019, segundo a IATA, que revisou e aumentou a previsão anterior, divulgada em dezembro (779 bilhões).

Embora a margem operacional da indústria permaneça reduzida este ano, a 1,2% segundo a IATA, os lucros, os primeiros desde o início da pandemia, representam um avanço considerável na comparação com 42 bilhões de dólares de prejuízos de 2021 e ao colapso de 2020 (US$ 137,7 bilhões).

Os lucros não serão registrados em todas as regiões este ano, alerta a associação. As empresas norte-americanas, europeias e do Oriente Médio devem ter resultados positivos, com 11,5 bilhões, 5,1 bilhões e 2 bilhões de dólares respectivamente.

Mas as companhias da Ásia-Pacífico (-6,9 bilhões de dólares), América Latina (-1,4 bilhão) e África (-500 milhões) continuarão deficitárias em 2023.

“Os desempenhos financeiros das companhias aéreas são melhores que o esperado. A rentabilidade mais forte é estimulada por vários fatores positivos: a China acabou com as restrições relacionadas com a covid-19 antes do previsto. As receitas com frete continuam maiores que antes da pandemia, embora isto não aconteça em termos de volume. E os custos começam a registrar queda. Os preços do querosene, que permanecem elevados, registraram contração no primeiro semestre”, afirmou Willie Walsh, diretor geral da IATA.

© Agence France-Presse

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