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Economia

CNI critica manutenção da Selic em 13,75% e pede corte já em dezembro

Presidentes da Fiesp e Fiemg também reagiram à decisão unânime do Copom, nesta quarta-feira, citando prejuízos ao crédito e investimentos

Redação Jornal de Brasília

04/11/2026 21h28

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Foto: Iano Andrade / CNI

O Comitê de Política Monetária decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4/11). A decisão provocou reação imediata do setor industrial.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu que o Copom retome o ciclo de cortes dos juros já na próxima reunião, marcada para 8 e 9 de dezembro. O presidente da entidade, Ricardo Alban, argumenta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo segue dentro da meta.

“É possível continuar diminuindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor à economia um custo maior do que o necessário”, afirmou Alban.

Para a CNI, a manutenção da Selic em patamares elevados endurece as condições de crédito, encarece o capital de giro e desestimula decisões de investimento e consumo. A entidade também citou um descompasso entre as políticas monetária e fiscal desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Outras federações estaduais criticaram a decisão. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, classificou o aperto monetário como “desmedido”.

Skaf afirmou que o crédito bancário para o setor produtivo gira em torno de 30% ao ano, o que inviabiliza investimentos, e que o endividamento de famílias e empresas se agrava a cada mês. “É urgente readequar as políticas monetária e fiscal”, disse.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, apontou falta de consistência na condução fiscal do governo federal.

Roscoe defendeu que a manutenção de uma política fiscal expansionista, com medidas de curto prazo, sustenta artificialmente a demanda e eleva os prêmios de risco. Para ele, isso dificulta o processo de desinflação.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) sustentou que é preciso um compromisso fiscal sólido para viabilizar novos cortes de juros e sustentar a recuperação do setor.

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