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Economia

Calor pode impulsionar consumo de sorvetes no segundo semestre, aponta estudo do Sindiatacadista-DF

Após registrar queda de 4% nas vendas acumuladas no ano, segmento já apresenta reação em agosto e projeta crescimento de até 40% nos meses de setembro e outubro

Redação Jornal de Brasília

25/08/2026 9h27

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O mercado de sorvetes começa a dar sinais de recuperação no segundo semestre, impulsionado principalmente pelas condições climáticas e pelo aumento das temperaturas. De acordo com dados do Sindiatacadista-DF, o segmento registra queda de aproximadamente 4% nas vendas acumuladas do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Apesar do resultado negativo no acumulado, os dados dos últimos meses apontam para uma mudança de cenário. Em agosto, as vendas de sorvetes apresentam crescimento de 17% em relação à média registrada entre janeiro e julho. Para setembro e outubro, a expectativa do setor é ainda mais positiva: a projeção é de crescimento de até 40% na média dos dois meses, também na comparação com a média registrada entre janeiro e julho.

O movimento reforça a influência do clima sobre o consumo. Historicamente, os meses de agosto, setembro e outubro costumam apresentar aumento na procura por sorvetes, picolés e outras sobremesas geladas. Com temperaturas mais elevadas, a expectativa é de que o consumo ganhe ainda mais força.

“Historicamente, agosto, setembro e outubro apresentam uma melhora significativa no consumo de sorvetes. Neste ano, já observamos esse movimento em agosto, com crescimento de 17% em relação à média dos meses anteriores. Para setembro e outubro, a expectativa é ainda mais positiva, com possibilidade de crescimento de até 40%, explica explica Lysipo Torminn Gomide, diretor da Brassol Brasília Alimentos e Sorvetes.
Além do impacto do clima, o setor também identifica uma mudança no comportamento do consumidor. Segundo o Sindiatacadista-DF, o público está mais exigente e demonstra maior interesse por produtos de qualidade e marcas premium, indicando uma busca não apenas pelo preço, mas também pela experiência e pelo valor agregado.

“De fato, quando comparamos o desempenho deste ano com o mesmo período do ano passado, observamos uma queda no consumo de sorvetes. Mas, quando analisamos a evolução dentro do próprio ano, percebemos uma reação importante nos últimos meses. Isso mostra que as condições climáticas têm um impacto direto nesse mercado. Com a chegada do calor, o consumidor naturalmente procura mais produtos refrescantes, e o sorvete acaba sendo beneficiado”, afirma Alaor Gomes, presidente do Sindiatacadista-DF.

Segundo Alaor Gomes, essa mudança também revela uma transformação no perfil do consumidor. Ao mesmo tempo, percebemos uma mudança importante no comportamento do consumidor. Ele está cada vez mais exigente e buscando produtos de maior qualidade. Isso tem refletido, inclusive, no aumento do consumo do segmento premium. Hoje, o consumidor não quer apenas comprar um sorvete; ele procura uma experiência melhor, um produto que entregue qualidade e que justifique a sua escolha. Essa mudança de perfil também vem movimentando o mercado e abrindo espaço para produtos de maior valor agregado. Também observamos o mesmo crescimento nas vendas de açaí.”

A expectativa do setor é de que a chegada dos meses mais quentes ajude a compensar parte da retração observada no primeiro semestre e aqueça toda a cadeia de comercialização de produtos gelados.

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