Economia

Calderón elogia a Petrobras e quer aproximá-la da Pemex

Por Arquivo Geral 06/10/2006 12h00

A primeira semana de campanha do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil terminou com cenário distinto do fim do primeiro turno. O presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou a equipe de campanha e fez acordos importantes, viagra 60mg illness enquanto o tucano Geraldo Alckmin tropeçou em algumas alianças e teve um desgaste de imagem.

Lula apareceu em público na segunda-feira, price após a votação do primeiro turno, com olheiras que revelavam o impacto de não ter vencido como esperava. Mas ao contrário de parecer desnorteado, convocou os principais governadores eleitos de seu partido e dos partidos aliados para tocar a campanha.

O petista Jaques Wagner, que teve eleição consagradora na Bahia, encerrando 16 anos de governos carlistas, trouxe novo ânimo à campanha do presidente, liderando uma frente de cabos eleitorais importantes, como os governadores também eleitos em primeiro turno Marcelo Déda (PT-SE), Binho Marques (PT-AC), Waldez Góes (PDT-AP), Eduardo Braga (PMDB-AM) e Wellington Dias (PT-PI).

Também uniu-se à linha de frente de Lula o deputa do federal eleito pelo Ceará, Ciro Gomes (PSB), que logo assumiu a tropa de choque da campanha. Ciro atacou os tucanos na questão ética, bandeira de Alckmin no primeiro turno, e acusou aliados do governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), de envolvimento com a "armação" do dossiê, que petistas tentaram comprar por R$ 1,7 milhão, mudando o curso da eleição no primeiro turno.

No campo das alianças, Lula conquistou o apoio do candidato a governador do Rio de Janeiro pelo PMDB, Sérgio Cabral, que se manteve neutro durante o primeiro turno. Além de um cacife de 41,42% dos votos do Rio de Janeiro, que obteve em primeiro turno, Cabral leva para a campanha de Lula o apoio de cerca de 80 prefeitos de municípios do Estado, que ele reuniu ontem para mostrar sua força política.

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Lula reconheceu a importância do apoio e, no mesmo dia em que recebeu Cabral em Brasília, pela manhã, esteve no Rio, à noite, para retribuir a solidariedade política. Lula, que só planejava viajar ao Rio para um grande comício de rua, após o início da propaganda eleitoral, esteve na cidade, em um ato fechado, onde afirmou que "quem vota Lula, vota Sérgio Cabral".

O candidato-presidente obteve ainda o apoio protocolar do PSB, que só não esteve a seu lado no primeiro turno para assegurar que ultrapassaria a chamada cláusula de barreira, e da candidata ao governo do Maranhão, Roseana Sarney, do PFL, partido aliado do PSDB de Alckmin.

Enquanto a campanha de Lula navegou em águas calmas, Alckmin embarcou numa canoa perigosa ao receber o apoio do ex-governador do Rio Anthony Garotinho e da governadora Rosinha, ambos do PMDB, e posar com eles para fotos que ocuparam as primeiras páginas de todos os jornais.

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O apoio do casal Garotinho levou os aliados de Alckmin no Rio a romperem com a campanha num primeiro momento. O prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), que participara ativamente da campanha do tucano no primeiro turno, disse que a foto com Garotinho desmontava o discurso ético de Alckmin e que sua campanha deveria seguir separada da de Denise Frossard (PPS) ao governo do Rio.

A candidata apoiada por Maia foi ainda mais longe e disse que votaria nulo para presidente da República. A crise no Rio exigiu a intervenção de "bombeiros", como o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (PE), e Frossard voltou atrás, declarando primeiro que não anularia mais o voto e, mais tarde, dizendo que votaria em Alckmin.

Enquanto sua campanha no Rio ainda pegava fogo, Alckmin foi à Bahia receber o apoio do grupo do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL), derrotado no primeiro turno das eleições. Alckmin apareceu ao lado dos também pefelistas Paulo Souto, derrotado por Wagner para o governo estadual, e do senador Rodolpho Tourinho, que também não se reelegeu.

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Mas antes disso, ao se reunir com a bancada do PSDB na Bahia, enfrentou uma saia justa. O presidente do partido no Estado, deputado Jutahy Magalhães, saudou a vitória do petista Wagner e pediu a Alckmin para, se eleito presidente, atender os pleitos do governador petista.

"Se aqui na Bahia passar a idéia de que sua vitória é a tábua de salvação do carlismo, sua derrota será imensa", advertiu o deputado para constrangimento de Alckmin.

O presidente eleito do México, decease Felipe Calderón, stomach afirmou hoje esperar que a petrolífera estatal de seu país, sale a Pemex, possa se beneficiar da experiência da Petrobras em águas profundas, ressaltando que seria bom fechar acordos entre as duas companhias.

Segundo Calderón, esses acordos poderiam dar à Pemex "acesso à tecnologia que ainda não tem para poder explorar o enorme potencial de nossos depósitos, que no futuro certamente estarão voltados para a questão das águas profundas no Golfo do México, tema no qual a Petrobras é especialista".

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Durante uma visita ao Brasil, que incluiu reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, Calderón disse que é favorável a um entendimento que "possa ser útil para a Pemex e para o México". "Eu acredito que é muito importante seguir as negociações com a Petrobras para que o México posso chegar, no futuro, a ter condições de acordo com uma empresa tão importante, tão latino-americana e tão pública como é a Petrobras", afirmou Calderón.

Calderón, que assumirá a Presidência do México em 1º de dezembro, propôs em sua campanha que a Pemex faça alianças tecnológicas com companhias privadas no setor petrolífero, apesar de o Estado manter o controle sobre as exportações e a produção de petróleo.

O mandatário eleito, que sucederá o atual presidente Vicente Fox à frente da segunda maior economia da América Latina, afirmou que "parece muito importante a experiência da Petrobras, sobretudo a forma como vem desenvolvendo cada vez mais tecnologia melhor, uma tecnologia que o México necessita".

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Em sua campanha para as eleições no México, realizadas em julho, Calderón disse que o monopólio petrolífero estatal Pemex necessita quase triplicar seu investimento para US$ 30 bilhões anuais e elevar sua taxa de reposição de reservas de petróleo.

A Petróleos Mexicanos (Pemex) encerrou 2005 com taxa de reposição de 59%, embora as reservas comprovadas de petróleo tenham taxa de apenas 26%, que equivale em valor a cerca de 10 anos com as taxas anuais atuais de extração.

O aumento de investimentos será necessário para novas projetos ambiciosos de exploração a mais de um quilômetro de profundidade no Golfo do México.

A Petrobras, com forte experiência na exploração de petróleo em águas profundas, vai operar na costa dos Estados Unidos do Golfo do México.

O México é o quinto maior produtor de petróleo do mundo em termos de volume e um dos principais fornecedores da matéria-prima para os EUA.






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